Diretor de Resident Evil se diz em turnê de desculpas com fãs da franquia

Zach Cregger, diretor do novo filme de Resident Evil, admitiu que tem enfrentado um clima pesado com parte dos fãs da franquia. Em entrevista ao The Playlist, ele disse que se sente em uma espécie de “turnê de desculpas” enquanto promove o longa, que chega aos cinemas em menos de uma semana.

A adaptação, que não vai seguir a história dos jogos nem trazer personagens clássicos como Leon, foi anunciada há algum tempo, e desde então Cregger virou alvo de desconfiança de quem esperava ver no cinema as tramas e figuras conhecidas de Resident Evil. O diretor, responsável por sucessos de terror como Barbarian e Weapons, afirma que entende a frustração — e que ele mesmo já sentiu algo parecido.

“Eu me sinto um pouco em turnê de desculpas. Como se estivesse concorrendo a um cargo, tentando fazer essas pessoas não me chamarem de LARPer”, brincou. Em conversa recente com a IGN, ele também comentou: “Acho que fui ingênuo. Pensei que os fãs desses jogos, como eu, ficariam empolgados por alguém transformar Resident Evil em um filme de terror de sobrevivência. Não percebi o quanto existe o sentimento de ‘esperamos a história do Leon para sempre’.”

Apesar do clima, Cregger mantém o discurso de que o longa foi feito com respeito à franquia. “Isso não é só uma história qualquer com o nome Resident Evil para conseguir orçamento. É uma história de Resident Evil. Entendo a resistência, porque eu mesmo tenho essa resistência. Vem de um lugar de amor verdadeiro”, garantiu.

Ele também pede que o público dê uma chance ao filme antes de cravar uma opinião. “Se você ainda se sentir do mesmo jeito depois de assistir, então o que você pensar é justo. Vai ser você quem vai decidir se eu sou um fã de verdade ou um falso. O filme vai falar por si mesmo”, afirmou.

A expectativa em torno do longa é alta. Segundo a Deadline, a produção deve arrecadar cerca de US$ 35 milhões no fim de semana de estreia nos Estados Unidos — o que seria a maior abertura doméstica da franquia nos cinemas, superando os US$ 26,6 milhões de Resident Evil: Afterlife, de 2010.

Cregger já disse que adoraria explorar mais histórias no universo de Resident Evil, mas também afirmou que, depois desse projeto, pretende se afastar de franquias.

Visão Gamer: Para quem cresceu jogando Resident Evil, a decisão de não adaptar diretamente os jogos pode soar como um risco — mas também abre espaço para uma abordagem mais próxima do terror de sobrevivência original, algo que muitos fãs pedem há anos. Resta ver se o filme vai convencer na prática, principalmente com a promessa de uma estreia forte nas bilheterias.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/zach-cregger-says-he-feels-like-hes-running-for-office-trying-to-get-skeptical-resident-evil-fans-not-to-call-me-a-larper.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-09-06 14:29:00

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