Zach Cregger, diretor de Barbarian e Weapons, está colocando sua visão de Resident Evil nas telonas — e, pelo que ele conta, a experiência vai ser bem mais próxima de quem joga do que se imagina. Em entrevista recente, o cineasta abriu o jogo sobre como encarou a adaptação da franquia da Capcom e por que decidiu fugir de uma história centrada em personagens clássicos como Claire Redfield, Ada Wong ou Albert Wesker.
Segundo Cregger, a ideia sempre foi colocar o espectador no lugar do jogador, recriando no cinema a tensão e o ritmo dos games. Ele menciona, por exemplo, a sensação de entrar em um ambiente escuro sabendo que vai ser atacado, a escassez de recursos e o desespero de lidar com um cão zumbi — elementos que ele considera essenciais para capturar o espírito da franquia.

O projeto começou a ganhar forma quando o produtor Roy Lee perguntou a Cregger se ele teria interesse em adaptar alguma franquia de games. A resposta foi imediata: Resident Evil. O diretor conta que escreveu o roteiro em tempo recorde, sem se preocupar com restrições, porque inicialmente nem imaginava que fosse dirigir o filme. Eu só queria me divertir e escrever meu Resident Evil favorito, disse.
A abordagem visual também busca traduzir a linguagem dos jogos. Com o diretor de fotografia Dariusz Wolski, conhecido por trabalhos como The Crow e os épicos de Ridley Scott, o filme aposta em uma estética que privilegia o escuro natural e enquadramentos que acompanham o olhar do protagonista. A câmera, segundo Cregger, fica presa à atenção do personagem, criando uma experiência altamente subjetiva, com alguns momentos em primeira pessoa.

O tom do longa, no entanto, não é puramente sério. Cregger, que tem origem no grupo de comédia Whitest Kids U’Know, admite que precisou segurar o impulso de fazer piadas, mas encontrou na própria franquia um humor absurdo que combina com sua abordagem. Ele descreve o resultado como algo visceral, com cenas de violência extrema que podem lembrar Evil Dead 2.
Apesar de ter planejado o filme como uma experiência única, o diretor revela que já tem outras ideias para o universo Resident Evil, mas prefere não se comprometer agora. Seu próximo projeto, garante, não será uma continuação.
Visão Gamer: Para quem cresceu jogando Resident Evil, a promessa de um filme que recria a tensão dos jogos — em vez de apenas usar os nomes dos personagens — é um diferencial interessante. A ênfase no ritmo lento, na escassez de recursos e na câmera ligada ao protagonista sugere uma adaptação que tenta respeitar a essência da franquia, mesmo que o resultado final ainda seja uma incógnita.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/zach-cregger-resident-evil-interview/.
Fonte: Polygon.
2026-09-07 14:12:00








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