Críticas de Cannes comparam Hope a Mad Max: Estrada da Fúria; novo terror de Na Hong-jin promete caos alienígena

O Festival de Cannes de 2025 trouxe uma das experiências mais intensas e polarizadoras da competição: ‘Hope’, novo filme do diretor sul-coreano Na Hong-jin, conhecido pelo aclamado terror ‘O Lamento’ (2016). As primeiras reações da crítica, divulgadas neste fim de semana, descrevem a produção como uma montanha-russa de ação e criaturas alienígenas, com comparações frequentes a ‘Mad Max: Estrada da Fúria’ e ‘The Host’, de Bong Joon-ho. A trama se passa em Hope Harbor, uma remota cidade sul-coreana próxima à Zona Desmilitarizada (DMZ), onde uma vaca mutilada e o colapso das comunicações locais desencadeiam uma série de eventos apocalípticos. Com os reforços de emergência desviados para combater incêndios florestais nas proximidades, o chefe de polícia Bum-seok (Hwang Jung-min) e a oficial novata Sung-ae (Hoyeon, de ‘Round 6’) precisam proteger uma população majoritariamente idosa, enquanto o caçador local Sung-ki (Zo In-sung) e sua equipe sobem as montanhas atrás do que acreditam ser um animal selvagem — mas estão longe de estar errados.

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Fonte da imagem: Polygon

O trailer de estreia, já disponível, sugere um ‘creature feature’ que escala em proporções cada vez maiores. Além do elenco principal, o filme conta com participações misteriosas de Michael Fassbender, Alicia Vikander e Taylor Russell, que não aparecem no primeiro material promocional. A distribuição nos Estados Unidos fica por conta da Neon, com previsão de lançamento para o outono do hemisfério norte.

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As críticas são unânimes em destacar o ritmo implacável e a sobrecarga sensorial da obra. O site Next Best Picture classificou ‘Hope’ como ‘um cruzamento entre The Host e o filme de perseguição ininterrupta de George Miller’, elogiando a direção de Na Hong-jin como ‘um passeio emocionante, insano e cheio de adrenalina’. O The Hollywood Reporter descreveu a experiência como ‘soberbamente sustentada do pedal ao metal’, enquanto o ScreenDaily apelidou o longa de ‘festival de massacre’ que ‘mal diminui seu ritmo ofegante’. A Variety, mesmo com ressalvas sobre a duração e os efeitos visuais, chamou a primeira hora de ‘extremamente divertida’, destacando o ‘ritmo alucinante e banana’.

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O trabalho técnico também recebeu elogios expressivos. A Variety destacou a ‘produção de filmes de ação incrivelmente elegante’ de Na, com a câmera do diretor de fotografia Hong Kyung-pyo se movendo com ‘graça insolente’. O THR classificou a cinematografia como ‘uma maravilha de energia cinética’, mencionando ‘panorâmicas e sequências de rastreamento de tirar o fôlego’ e a trilha sonora ‘inédita’ de Michael Abels. O Deadline foi ainda mais longe, argumentando que o filme ‘ultrapassa qualquer coisa do gênero feita por Hollywood’, ao mesmo tempo que exalta a ‘esplêndida cinematografia’, os ‘efeitos visuais excelentes’ e a ‘impressionante coordenação de dublês’.

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No entanto, nem todas as reações foram positivas. O crítico David Ehrlich, do Indiewire, foi o principal opositor, afirmando que seu interesse no filme atingiu o limite aos 45 minutos devido a ‘alguns dos piores efeitos de criatura deste lado do Syfy Channel ou de O Retorno da Múmia’. Para Ehrlich, ‘Na só consegue manter o ritmo por alguns minutos antes que o resto do filme comece a se tornar tão sem imaginação quanto seu monstro’. Ele ainda fez um elogio de backhand: ‘É claro que algo deu terrivelmente errado na produção deste filme, mas a pior parte disso é o quanto acontece em êxtase logo antes de as rodas caírem’.

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Apesar da divergência, o consenso geral é que Na Hong-jin não atingiu os mesmos picos de ‘O Lamento’, mas certamente ‘balançou’ — como observou o editor do Polygon, Matt Patches, que acompanha Ehrlich semanalmente em podcasts e admite que o crítico pode ter ‘olhos mais claros’, mas também ‘pouco gosto para a merda de nerd’ que ele próprio costuma torcer. A expectativa é que ‘Hope’ encontre seu público, especialmente em um verão repleto de blockbusters nostálgicos dos anos 80 e remakes live-action da Disney.

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Com estreia prevista para o outono nos EUA, ‘Hope’ promete ser um dos lançamentos mais comentados do ano, seja pelo caos visual ou pela controvérsia em torno de seus efeitos. Para os fãs de terror e ficção científica, a espera pode valer a pena.

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Teller, Driver, Engel, Goudey, and Johansson in Paper Tiger Crédito da imagem: Polygon O trailer de estreia, já disponível, sugere um ‘creature feature’ que escala em proporções cada vez maiores
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SR-StoryHub-Mando-Landscape-2560 × 1440 Crédito da imagem: Polygon O trailer de estreia, já disponível, sugere um ‘creature feature’ que escala em proporções cada vez maiores
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Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/hope-reviews-cannes-2026-michael-fassbender/.

Fonte: Polygon.

Polygon.com.

2026-05-18 14:15:00

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