O mais novo capítulo da franquia do Homem-Aranha estrelado por Tom Holland chega aos cinemas no dia 31 de julho com a promessa de ser o melhor desde os clássicos dirigidos por Sam Raimi. Em ‘Spider-Man: Brand New Day’, o diretor Destin Daniel Cretton (de ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’) entrega um filme mais maduro, emocionante e com uma narrativa enxuta que finalmente coloca Peter Parker como protagonista absoluto de sua própria história.
O longa começa exatamente onde ‘Sem Volta para Casa’ terminou em 2019: Peter está sozinho e foi esquecido por todos os seus amigos e entes queridos devido ao feitiço do Doutor Estranho. Agora, ele se refugiou em uma vida dedicada ao combate ao crime, tendo como únicos contatos próximos a detetive Jean DeWolff (Liza Colón-Zayas, de ‘O Urso’) e seu frenesi Frank Castle, o Justiceiro (Jon Bernthal). Uma montagem inicial mostra o Homem-Aranha limpando as ruas de Nova York ao enfrentar vilões clássicos como Escorpião, Tombstone e o Clã das Sombras.
Cretton utiliza um recurso narrativo engenhoso para mostrar a passagem de vários anos: Peter observa, pelo Instagram, a vida de seu ex-melhor amigo Ned (Jacob Batalon) e de sua ex-namorada MJ (Zendaya) — eles entram na faculdade, fazem novos amigos, se formam e voltam para Nova York. Quando Peter parece prestes a se reencontrar com a vida que abandonou, dois novos desafios surgem: estranhas mudanças corporais que o transformam em um homem-aranha de verdade e um vilão misterioso que troca de corpos e está determinado a acessar informações ultrassecretas do Departamento de Controle de Danos.
Sadie Sink interpreta a vilã no centro da trama e conduz o público pelos maiores giros da história com naturalidade, sem que o roteiro pareça previsível ou complicado demais. As transformações físicas de Peter Parker, embora não sejam tão centrais quanto os trailers sugeriam, têm papel fundamental: elas permitem que Holland evolua seu Homem-Aranha com teias orgânicas e sentidos aprimorados. Cretton se inspira nos filmes de Sam Raimi tanto na descoberta dos novos poderes (com leves toques de body horror) quanto em uma cena em câmera lenta que remete diretamente à luta de Tobey Maguire contra Flash Thompson no primeiro filme de 2002.
A ação é um dos pontos altos. Em entrevista recente, Cretton revelou que algumas cenas foram inspiradas nos jogos da Insomniac Games, e isso fica evidente na fluidez dos movimentos e no uso criativo das teias. O diretor ainda eleva o nível com sequências que vão além do que os games oferecem, como um momento envolvendo o Clã das Sombras que lembra as acrobacias aéreas de ‘O Tigre e o Dragão’. Além do Justiceiro, o filme traz Mark Ruffalo como Bruce Banner/Hulk, mas sem cair na armadilha de transformar Peter em um aprendiz de Vingador — a parceria entre os heróis soa natural e madura.
O roteiro, assinado por Chris McKenna e Erik Sommers (que já escreveram os três filmes anteriores), equilibra reviravoltas na medida certa, sem exageros. A trama é enxuta e focada exclusivamente no Homem-Aranha, deixando de lado qualquer elemento que não sirva a esse propósito. Para fãs que achavam a trilogia ‘Home’ dependente demais do humor da Marvel e de babás Vingadoras, ‘Brand New Day’ é a resposta: um filme que finalmente trata Peter Parker como um herói independente e maduro.
Com atuações sólidas, direção inspirada e uma história que honra o legado de Sam Raimi, ‘Spider-Man: Brand New Day’ não é apenas o melhor filme de Tom Holland como o Homem-Aranha — ele se iguala ou até supera o altíssimo padrão estabelecido por ‘Homem-Aranha 2’. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 31 de julho.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/spider-man-brand-new-day-review/.
Fonte: Polygon.
2026-07-28 13:00:00








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