Crise de memória se agrava: oferta deve cair 70% em 2026 e fabricantes temem desabastecimento

A crise global de abastecimento de memória, impulsionada pela demanda insaciável da indústria de inteligência artificial, está prestes a atingir um novo patamar de gravidade. Se antes a preocupação era com os preços elevados, agora o temor é ainda mais básico: conseguir qualquer volume de chips para manter a produção. De acordo com alerta do CEO da Apacer, C.K. Chang, a escassez deve se manter severa ao longo de todo o ano de 2026, e a situação pode piorar drasticamente no próximo ano.

Chang afirmou que garantir o fornecimento se tornou um risco operacional maior para a Apacer do que arcar com os altos custos. A estimativa do executivo é que os fabricantes de memória liberem apenas cerca de 30% do volume previsto para 2026 apenas em 2027. Isso significa que, na prática, a oferta do ano que vem pode sofrer um tombo de até 70% em relação ao que seria necessário para atender a demanda atual. A informação foi divulgada pelo site DigiTimes.

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(Image credit: jamesbenet via Getty Images)Fonte da imagem: PcgamerUh, not good news, I’m afraid. RAM and system storage won’t just continue to be pricey; it may also become tougher to find. Some regular folks may be willing to pay higher prices for consumer memory (you can take a peek for yourself at some of the best SSD deals right here), but demand from the sector overall is considered ‘weak’ right now. Unfortunately, the AI industry and other enterprise customers seem only too happy to pick up the slack. Flash Memory Wafer Macro Detail – stock photo: Slash Memory Chips seen at 10x Macro Magnification in UV light.

Para se proteger desse cenário, a Apacer já está correndo para estocar o máximo possível agora. Ao final do primeiro semestre de 2026, a companhia já acumulava um estoque avaliado em aproximadamente US$ 383 milhões. A estratégia, no entanto, não é isolada. Chang observa que muitas outras empresas de eletrônicos de consumo estão seguindo o mesmo caminho, firmando contratos de fornecimento plurianuais e, paradoxalmente, contribuindo para que a escassez não se resolva no curto prazo.

O alerta ecoa uma previsão ainda mais sombria feita pelo CEO da Phison, que já havia declarado que muitos fabricantes de eletrônicos de consumo “vão à falência ou abandonarão linhas de produtos” até o fim deste ano. Com o agravamento da crise de abastecimento, essa profecia parece cada vez mais próxima de se concretizar.

O segmento mais afetado continua sendo o de DRAM. Segundo o DigiTimes, estima-se que cerca de 60% de toda a capacidade de produção de DRAM esteja agora direcionada a aplicações para servidores, especialmente data centers. Chang destaca que os módulos DDR5 RDIMM para servidores sofreram os maiores aumentos de preço e devem continuar subindo.

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Fonte da imagem: Pcgamer

Para o consumidor final, especialmente os gamers, as notícias também não são boas. Além de continuarem caros, pentes de RAM e unidades de armazenamento podem se tornar mais difíceis de encontrar. A demanda do setor de consumo é considerada “fraca” no momento, mas a indústria de IA e outros clientes corporativos estão mais do que dispostos a absorver a oferta restante.

Um possível alívio, apontado por Chang, é que a taxa de aumento de preços por parte dos fornecedores de memória deve desacelerar à medida que a oferta efetivamente encolhe. Mas o executivo relativiza o otimismo: trata-se de um cenário que só parece positivo se observado com muita boa vontade.

Enquanto isso, a recomendação para quem planeja montar ou atualizar um PC gamer é não adiar a compra. A tendência é que a situação se mantenha crítica ao menos até 2027, sem sinais de normalização no horizonte.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/hardware/memory/consumer-electronics-companies-were-already-worried-about-securing-memory-next-year-now-supply-is-predicted-to-plummet-by-70-percent/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-07-28 11:51:00

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