Cancelamento de Wonder Man foi a gota dágua: por que estou buscando esperança em outros universos cinematográficos

O anúncio do cancelamento de Wonder Man, série do Marvel Studios que chegou a ter a segunda temporada confirmada, foi o estopim para que o entusiasta de franquias Jacob Kienlen perdesse de vez o entusiasmo pelo Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Em um artigo de opinião publicado no IGN, Kienlen, que acompanha o MCU desde o primeiro Homem de Ferro, em 2008, relata seu crescente desinteresse pelos próximos lançamentos da Marvel, incluindo Vingadores: Doomsday, que estreia em poucos meses, e Vingadores: Guerras Secretas, previsto para o próximo ano, além do reboot dos X-Men.

Para Kienlen, Wonder Man representava uma tentativa da Marvel de se reconectar com um público que não é formado apenas por fãs hardcore do MCU. A série, protagonizada por Yahya Abdul-Mateen II e Ben Kingsley, foi descrita como única e interessante, com atuações incríveis, e se tornou a primeira produção televisiva da Marvel que ele realmente aproveitou desde a primeira temporada de Loki. O autor conta que sua esposa, que há anos não se interessava por nenhum filme ou série da Marvel, assistiu a todos os episódios com ele e gostou muito. Não era apenas uma boa série da Marvel, era uma boa série de TV em geral, escreve.

A decisão da Disney de cancelar a produção, mesmo após a confirmação da segunda temporada, pegou Kienlen de surpresa, embora ele admita que não ficou exatamente chocado. Não estou surpreso que foi cancelada, mas estou definitivamente decepcionado, afirma. Para ele, o cancelamento é um sinal de que a Marvel está desistindo de criar conteúdo de qualidade que todos possam aproveitar, priorizando espetáculos de bilheteria como Homem-Aranha e Vingadores em detrimento de séries para o streaming.

Do ponto de vista comercial, Kienlen entende a decisão: É obviamente mais lucrativo colocar todos os esforços em espetáculos de bilheteria como Homem-Aranha e Vingadores do que criar séries de TV para um serviço de streaming. No entanto, como fã, ele sente que a Marvel está se afastando de uma abordagem mais acessível. Ele critica a necessidade de assistir a 15 filmes e séries para compreender totalmente Vingadores: Doomsday, o que torna o universo pouco convidativo para quem não está em dia com todas as produções.

Apesar da decepção, Kienlen não pretende abandonar completamente o MCU. Ele planeja assistir VisionQuest, que estreia em outubro, e pretende assistir Vingadores: Doomsday quando chegar ao Disney+. No entanto, a empolgação que sentia a cada novo lançamento da Marvel desapareceu. Eu adoraria que outros projetos futuros do MCU reacendessem meu otimismo em relação à franquia. Só não tenho esperança de que isso aconteça, desabafa.

Diante desse cenário, Kienlen volta sua atenção para outros universos cinematográficos que, em sua visão, ainda estão comprometidos em criar histórias de qualidade e independentes entre si. Ele descarta o DCU de James Gunn, citando o cancelamento de várias séries após o fracasso de bilheteria de Supergirl. Em vez disso, ele está animado com os próximos projetos de Game of Thrones, o universo Cosmere de Brandon Sanderson na Apple TV, além de continuar acompanhando as franquias Duna e Alien.

No caso de Game of Thrones, Kienlen reconhece que a última temporada da série original quase o afastou da franquia, mas House of the Dragon e A Knight of the Seven Kingdoms o reconquistaram. Ele destaca que cada uma dessas séries, embora conectadas à história original, se passa em períodos diferentes e funciona de forma independente. O filme sobre a Conquista de Aegon, que será a primeira incursão da franquia no cinema, é aguardado com expectativa, graças à base sólida fornecida pelo material original de George R.R. Martin.

Já o universo Cosmere, de Brandon Sanderson, é o que mais desperta a esperança de Kienlen. Sanderson está escrevendo o roteiro do primeiro filme de Mistborn e mantendo controle criativo sobre todas as adaptações futuras. Kienlen, fã dos livros de fantasia, está animado com o filme e com a série The Stormlight Archive que virá em seguida. Ele ressalta que os livros do Cosmere têm múltiplos pontos de entrada, permitindo que cada história seja apreciada de forma independente, sem ser arrastada por uma trama maior. Embora o primeiro filme ainda esteja distante, Kienlen confia no histórico de Sanderson de produzir conteúdo de alta qualidade e de forma pontual.

Jacob Kienlen é estrategista sênior de desenvolvimento de audiência e escritor do IGN. Nascido e criado em Portland, Oregon, tem bacharelado em comunicação e 10 anos de experiência em escrita profissional, com expertise em diversos tópicos da cultura pop, de séries de TV a livros e os mais recentes conjuntos de LEGO.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/wonder-man-cancellation-ended-all-hope-i-had-for-the-future-of-the-mcu.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-08-18 20:15:00

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