Blizzard vai revisar rankings de Mythic+ no WoW após denúncias de compra de boost

A Blizzard confirmou que está fazendo uma varredura completa nos rankings de Mythic+ de World of Warcraft para remover jogadores que pagaram por carries. A medida foi anunciada pelo diretor do jogo, Ion Hazzikostas, depois que a primeira temporada de Midnight, que terminou em 11 de agosto, introduziu recompensas para o top 1% dos jogadores no modo de masmorras cronometradas.

Diferente do que acontece no PvP, onde o ranking é baseado em uma pontuação fixa, no Mythic+ a conquista do top 1% era definida por um percentual de jogadores. Isso abriu espaço para que alguns pagassem por boosts — ou seja, por serem carregados por grupos de alto nível — para garantir o título e a montaria de pássaro vermelha e preta exclusiva. O problema é que, por ser um corte percentual, cada carry bem-sucedido empurrava um jogador legítimo para fora da faixa de premiação.

Hazzikostas afirmou que a equipe está fazendo uma revisão minuciosa dos resultados da Temporada 1 e que vai compartilhar em breve os detalhes dessa análise com a comunidade. A premiação do top 1% ainda não foi distribuída no jogo.

WoW
Image credit: Blizzard Entertainment)Fonte da imagem: PcgamerClass balance makes earning the bird tougher for some playersObviously players are going to gravitate toward certain specs when we’re talking about the 1%, says Andrew De Souza, lead encounter designer. Ninety-nine percent of players are able to get to Keystone Myth [3400 rating, compared to about 4000 for the top 1%] with any given comp.

A controvérsia foi grande nas redes sociais. Jogadores relataram que o corte do 1% subia cerca de 2 pontos por dia, tornando quase impossível acompanhar o ritmo sem recorrer a grupos pagos. Muitos também apontaram que a maioria dos grupos de +21 no buscador de grupos eram note keys, onde era preciso pagar para ser convidado. A introdução das chaves resilientes, que não diminuem de nível após a conclusão de todas as masmorras disponíveis naquela dificuldade, facilitou tanto o push de níveis altos quanto a venda desses serviços.

Apesar das críticas, Hazzikostas e o diretor associado Paul Kubit afirmaram que as recompensas do top 1% foram bem recebidas e continuarão existindo. A Blizzard também já removeu montarias de raide Mythic de contas que compraram carries com dinheiro real, prática proibida pelos termos de serviço do jogo.

Outra novidade em discussão é a implementação de rankings separados por especialização para o top 1%. A ideia foi mencionada por Hazzikostas em uma entrevista e gerou bastante interesse na comunidade. No entanto, ele reforçou que ainda há muitos detalhes logísticos a serem resolvidos para garantir justiça na distribuição, e que a mudança não deve chegar na Temporada 2, que acabou de começar.

Visão Gamer: A revisão dos rankings é uma resposta direta a um problema que afetou a credibilidade do modo Mythic+ nesta temporada. Para quem joga de forma orgânica, a promessa de uma limpeza nos resultados pode trazer mais justiça na hora da premiação. Já a possível divisão por especialização, se implementada, pode tornar a disputa mais equilibrada e dar mais chances para classes que hoje ficam para trás no meta. Mas, como tudo ainda está em análise, o importante é acompanhar os próximos comunicados oficiais.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/world-of-warcraft/blizzard-doing-a-thorough-scrub-of-illegitimate-world-of-warcraft-mythic-plus-dungeon-rankings-with-more-changes-to-come/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-08-31 21:01:00

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