A linha ROG Zephyrus G14, da Asus, sempre foi uma das queridinhas dos entusiastas de notebooks finos e leves com capacidade para jogos. Desde seu lançamento em 2020, o modelo conquistou fãs — incluindo este redator, que comprou um para a esposa após ler análises positivas. Agora, em 2026, a Asus lançou novas configurações flagship, trocando os processadores AMD pelos recém-lançados Intel Panther Lake. E, para alegria de criadores de conteúdo, o notebook finalmente ganhou um slot SD de tamanho completo, em vez do microSD.

O Zephyrus G14 já era um notebook que chamava atenção em 2020, mesmo sem webcam. Hoje, com tela OLED, design ultrafino e potência para rodar qualquer jogo ou editar fotos e vídeos com tranquilidade, ele parece feito sob medida para quem precisa de um único laptop para trabalho e lazer. A bateria, em tarefas leves, chega a durar cerca de 10 horas — um feito para um notebook gamer.
Porém, o grande problema é o preço. A nova geração com processador Intel parte de US$ 3.450, e a configuração analisada custa US$ 3.600. Isso representa um salto enorme em relação aos modelos anteriores, que começavam na casa dos US$ 1.000 e chegavam a US$ 2.500 nas configurações mais altas. O redator lembra que pagou menos de US$ 1.400 por um G14 com Ryzen 9 5900HS, RTX 3060, 16 GB de RAM e SSD de 1 TB em 2021. Como os tempos mudaram, comenta.

Parte desse aumento se deve à RAMageddon — a escassez global de memória provocada pela demanda de data centers de IA, que elevou os preços de RAM e SSDs. Mas a Asus já vinha aumentando os preços dos Zephyrus gradualmente há anos. A configuração analisada, com Intel Core Ultra 9 386H de 16 núcleos, GeForce RTX 5070 Ti Laptop GPU, 32 GB de RAM e SSD de 1 TB, custa US$ 1.000 a mais que um modelo da geração anterior com especificações quase idênticas, mas com processador AMD. A Asus mantém os modelos AMD do ano passado como opções mais baratas, mas não há garantia de que esses preços não subam também.
Apesar do preço salgado, o G14 não tem falhas graves. A webcam é granada em pouca luz e o SSD é cerca de 12% mais lento que o da geração anterior, mas são problemas menores. O design é praticamente o mesmo do modelo redesenhado de 2024, com pequenos refinamentos cosméticos, como mais segmentos de LED na iluminação da tampa e entradas de ventilação circulares na parte inferior. O teclado e o trackpad mecânico estão entre os melhores da categoria — o teclado tem curso profundo e só perde para os ThinkPads da Lenovo em sensação tátil, e o trackpad, embora não clique nos quatro cantos, tem um feedback firme e satisfatório.

A tela OLED de 2880 x 1800 a 120 Hz continua nítida e agora é mais brilhante: 500 nits em SDR (contra 400 do modelo anterior) e até 1.100 nits em HDR (contra 500). As portas incluem Thunderbolt 4 (em vez de USB4), HDMI 2.1, duas USB-A, uma USB-C, entrada de áudio de 3,5 mm e o tão esperado slot SD de tamanho completo. Os alto-falantes, com seis drivers, surpreendem pela riqueza e palco sonoro — é o único Windows laptop que o redator coloca próximo ao MacBook Pro em qualidade de áudio.

Em desempenho, o G14 não decepciona. A edição de centenas de fotos RAW de 50 megapixels no Adobe Lightroom Classic foi rápida, mesmo na bateria com ventoinhas quase silenciosas. O processador Panther Lake mantém boa parte do desempenho multicore e da GPU mesmo quando desconectado da tomada, algo raro em Windows laptops. Na bateria, o notebook durou mais de 17 horas no teste de reprodução de vídeo, contra 8,5 horas do modelo AMD anterior. No uso real, o redator conseguiu passar um dia inteiro de trabalho com pouco mais de 10 horas de uso misto (Chrome, Slack, streaming).
Para jogos, o G14 também se sai bem. Em Battlefield 6, rodou a 65-70 fps na resolução nativa com preset Alto, sem precisar de DLSS. Helldivers 2, que não suporta DLSS, alcançou 80-90 fps com configurações similares. Marathon ficou confortavelmente na faixa dos 70 fps com DLSS em Qualidade. A parte inferior esquenta bastante durante as jogatinas, mas o teclado permanece em temperatura tolerável.

Claro, notebooks gamers maiores e mais robustos, como o Asus ROG Strix Scar 16 (US$ 3.300), entregam mais frames e telas maiores, mas perdem em portabilidade e autonomia de bateria. O G14 é a proposta de um notebook versátil que faz um pouco de tudo.
No fim, o redator conclui que, por melhor que seja o novo Zephyrus G14, é difícil justificar o prêmio de US$ 1.000 sobre a versão AMD do ano passado, a menos que você realmente precise de mais bateria, tela mais brilhante, slot SD e Thunderbolt 4. Modelos de entrada da geração anterior, com RTX 5060, ainda podem ser encontrados por menos de US$ 2.000 em promoção. O G14 sempre foi um notebook gamer excepcional para o dia a dia, mas também oferecia bom custo-benefício. Agora, é mais um item de luxo caro, finaliza.
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Gaming | The Verge.
2026-05-22 13:00:00








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