Arduboy FX-C: o console do tamanho de um cartão de crédito que você esquece no bolso

O Arduboy FX-C é a mais nova iteração de um dos menores consoles portáteis do mundo, e chega como uma evolução discreta, mas significativa, do modelo original. Criado por Kevin Bates, o dispositivo começou como um cartão de visita que rodava Tetris em 2014 e viralizou, levando Bates a transformá-lo em um produto comercial no ano seguinte. Agora, após mais de uma década de pequenas atualizações, o FX-C mantém o formato ultrafino de 5 mm e o design quase idêntico ao original, mas com melhorias internas que o tornam a versão mais completa da linha.

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Fonte da imagem: Amazon

O console é equipado com um processador ATmega32u4 e apenas 2,5 KB de RAM, além de uma tela OLED de 1,3 polegada monocromática (apenas pixels brancos). Para criar gráficos em escala de cinza, os desenvolvedores precisam usar truques visuais como dithering ou flicker. Apesar das limitações técnicas – que lembram o Game Boy original, de 1989, que exibia quatro tons de verde-acinzentado –, o Arduboy FX-C se destaca por incentivar a criatividade e a experimentação entre os desenvolvedores, que já produziram centenas de jogos gratuitos para a plataforma.

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Uma das principais novidades do FX-C é o armazenamento expandido. Enquanto o modelo original exigia que o usuário conectasse o console ao computador para trocar de jogo, a versão FX, lançada em 2020, ganhou um chip de memória extra capaz de armazenar 250 títulos. O FX-C herda esse chip, mas com capacidade ligeiramente maior, comportando agora mais de 300 jogos pré-instalados. Outra melhoria bem-vinda é a substituição da porta microUSB por USB-C, sem aumentar a espessura do aparelho.

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Fonte da imagem: The Verge

Os controles são limitados a seis botões, sendo quatro deles organizados em forma de D-pad. O curso dos botões é mínimo, dado o perfil fino do dispositivo, mas o clique é satisfatório e audível. O alto-falante piezoelétrico é estridente, porém suficientemente alto, e a tela OLED tem brilho adequado para uso externo. O console liga quase instantaneamente, e o menu inicial é simples: os jogos são organizados em categorias como Ação, Aventura, Arcade, Corrida, Puzzle e Runner, navegadas horizontalmente, com a lista de títulos de cada categoria percorrida verticalmente. O revisor sente falta de uma categoria que liste todos os jogos em ordem alfabética.

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Fonte da imagem: The Verge

A biblioteca de jogos do Arduboy é distribuída gratuitamente pela comunidade, o que significa que não há títulos clássicos licenciados, como Super Mario Bros. ou Castlevania. Em vez disso, o console traz dezenas de clones bem-feitos de jogos conhecidos, que são parecidos o suficiente para matar a nostalgia, mas diferentes o bastante para evitar problemas legais. Surpreendentemente, apesar do hardware modesto, há gêneros variados, como first-person shooters, dungeon crawlers e jogos de corrida com boas taxas de quadros. O console é ideal para sessões curtas de jogo, quando se tem alguns minutos livres.

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Fonte da imagem: The Verge

O recurso que mais motivou o revisor a comprar dois FX-Cs – o multiplayer via USB – ainda não está pronto. A funcionalidade aproveita os condutores extras de cabos USB modernos para transmitir dados entre dois consoles, conforme explicou Bates em um fórum, mas exige cabos USB 3.0 ou Thunderbolt, que são mais caros. Após testar vários cabos, o revisor não conseguiu fazer o multiplayer funcionar, embora alguns usuários nos fóruns da comunidade tenham obtido sucesso. Bates afirma que o recurso ainda está em desenvolvimento. Quem pretende comprar dois aparelhos apenas para jogar multiplayer deve esperar.

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Fonte da imagem: The Verge

Apesar disso, o Arduboy FX-C é um upgrade sólido. O modelo original era um dos últimos dispositivos que ainda exigiam cabos microUSB, e a enorme coleção de jogos pré-instalados, vindos da comunidade de desenvolvimento, é o principal motivo para adquirir um. O revisor testou menos de 10% dos mais de 300 títulos e, embora a qualidade varie, é difícil se decepcionar com algo que não se paga. Um console é tão bom quanto sua biblioteca de jogos, e o Arduboy cultivou uma comunidade dedicada ao longo de uma década. Com uma mente aberta e sem se preocupar com o que falta, o FX-C é um passatempo excelente que você pode esquecer no bolso.

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Fonte da imagem: The Verge

A fonte complementar, publicada originalmente em 2014, revela que o Arduboy foi concebido como um cartão de visita de 1,6 mm de espessura, alimentado por uma bateria tipo moeda que durava até nove horas. Bates planejava disponibilizar os planos e o código-fonte publicamente, além de vender kits, mas antes disso queria aperfeiçoar a placa e limpar o código por meio de crowdfunding. A ideia era causar uma impressão indelével em quem recebesse o cartão – e, pelo visto, funcionou.

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Fonte da imagem: The Verge

Leia mais aqui em inglês: https://gizmodo.com/make-an-awesome-first-impression-with-a-tetris-playing-1535287877.

Fonte: gizmodo.com.

Gaming | The Verge.

2026-05-30 14:00:00

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