Arduboy FX-C: console do tamanho de um cartão de crédito reúne mais de 300 jogos e custa zero em software

O Arduboy FX-C chega como a versão mais refinada do minúsculo console de código aberto criado por Kevin Bates. Com espessura de apenas 5 mm e dimensões de um cartão de crédito, o dispositivo mantém o visual do modelo original de 2015, mas agora traz um chip de memória extra que permite armazenar mais de 300 jogos pré-instalados – todos gratuitos e desenvolvidos pela comunidade. A tela OLED de 1,3 polegada é monocromática (apenas pixels brancos) e, embora limitada, força os desenvolvedores a usar truques visuais como pontilhado e cintilação para simular escalas de cinza. O processador ATmega32u4 com apenas 2,5 KB de RAM parece modesto até para os padrões de 8 bits, mas é justamente essa limitação que estimula a criatividade dos programadores, resultando em experiências experimentais que vão além de side-scrollers e puzzles de blocos – há até first-person shooters, dungeon crawlers e jogos de corrida com taxas de quadros surpreendentes.

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Fonte da imagem: Amazon

O Arduboy original nasceu em 2014 como um cartão de visita eletrônico que rodava Tetris, criado por Kevin Bates para demonstrar suas habilidades em eletrônica. O projeto viralizou e, um ano depois, Bates o transformou em um produto comercial. Desde então, o dispositivo passou por pequenas iterações, mas o FX-C é o primeiro a unir todas as melhorias desejadas pelos fãs. O maior avanço é a substituição da porta microUSB por USB-C, sem aumentar a espessura. O novo modelo também herda o chip de flash extra introduzido em 2020 no Arduboy FX, mas com capacidade ligeiramente maior: enquanto o FX armazenava 250 jogos, o FX-C comporta mais de 300 títulos.

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Os controles são básicos – seis botões, sendo quatro deles organizados como um D-pad – e têm curso mínimo devido à finura do aparelho, mas oferecem um clique tátil satisfatório. O alto-falante piezoelétrico é agudo, porém suficientemente alto, e a tela OLED de 1 bit é legível até sob luz externa. O console liga quase instantaneamente e exibe uma tela inicial simples com categorias como Ação, Aventura, Arcade, Corrida, Puzzle e Runner. A navegação é feita rolando horizontalmente entre as categorias e verticalmente dentro de cada uma. O único senão é a falta de uma categoria que liste todos os jogos em ordem alfabética.

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Fonte da imagem: The Verge

Diferentemente de outros portáteis preto e branco, como o Playdate, o Arduboy FX-C não tenta esconder sua simplicidade. Não há tela colorida, D-pad tradicional, botões de volume dedicados, chip de som aprimorado, Wi-Fi, Bluetooth ou slot para cartão microSD – e, segundo o próprio Bates, nenhum desses upgrades é realmente necessário. O console é propositalmente espartano, reduzido ao essencial para jogar, e funciona bem assim. O único ponto que poderia ser melhorado é a chave deslizante de energia, pequena e embutida na borda superior, que às vezes é difícil de acionar para quem tem unhas curtas.

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Fonte da imagem: The Verge

A biblioteca de jogos é o grande trunfo do FX-C. Todos os títulos desenvolvidos para a plataforma Arduboy são distribuídos gratuitamente, o que significa que não há clássicos licenciados como Super Mario Bros. ou Castlevania. Em compensação, há dezenas de clones excelentes de jogos famosos, suficientemente parecidos para matar a nostalgia, mas originais o bastante para evitar problemas legais. A qualidade varia – o autor testou menos de 10% dos mais de 300 jogos –, mas como não se paga nada por eles, é difícil se decepcionar. O console é ideal para sessões rápidas de alguns minutos, não para maratonas que duram semanas.

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Fonte da imagem: The Verge

A grande novidade que ainda não está pronta é o modo multijogador via USB. Bates explicou em um fórum que o recurso aproveita os condutores extras dos cabos USB modernos para transmitir dados entre dois Arduboys, mas exige cabos USB 3.0 ou Thunderbolt, que são mais caros. O jornalista que testou o dispositivo não conseguiu fazer o multiplayer funcionar com vários cabos USB 3.0 da Amazon, embora alguns usuários nos fóruns da comunidade relatem sucesso. Bates admite que a funcionalidade ainda está em desenvolvimento. Para quem planeja comprar dois FX-Cs exclusivamente para jogar com amigos, a recomendação é esperar.

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Fonte da imagem: The Verge

Apesar desse contratempo, o Arduboy FX-C é um upgrade sólido. O modelo original era um dos últimos dispositivos que ainda exigiam cabos microUSB, e a coleção de jogos embarcados, proveniente de uma comunidade ativa que cultiva o desenvolvimento há mais de dez anos, é o principal motivo para adquirir um. O console custa US$ 59 (cerca de R$ 290 em conversão direta) e está disponível no site oficial do Arduboy. Para quem entrar de cabeça aberta, sem se importar com o que falta, a experiência é recompensadora.

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Fonte da imagem: The Verge

O Arduboy original, vale lembrar, foi concebido como um cartão de visita de 1,6 mm de espessura, alimentado por uma bateria tipo moeda que durava nove horas. Bates planejava liberar os planos e o código-fonte para que outros pudessem montar o seu próprio, mas acabou focando no desenvolvimento do produto comercial. O FX-C é a culminação de uma década de iterações e, mesmo com limitações técnicas, prova que um console pode ser tão bom quanto os jogos que sua comunidade cria para ele.

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Fonte da imagem: The Verge

Leia mais aqui em inglês: https://gizmodo.com/make-an-awesome-first-impression-with-a-tetris-playing-1535287877.

Fonte: gizmodo.com.

Gaming | The Verge.

2026-05-30 14:00:00

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