Aliens: Fireteam Elite 2 mantém a fórmula de tiro cooperativo por classes do primeiro jogo, mas mexe no que mais incomodava parte dos jogadores: agora as squads têm quatro integrantes em vez de três. A mudança resolve um problema bem específico de quem joga em grupo fixo — no original, alguém sempre ficava de fora. O novo título também adiciona uma classe inédita, a Specialist, que permite combinar habilidades e armas de outras classes.
A história parte de uma transmissão enviada pela Dra. Pearce, uma mulher em estado visivelmente debilitado, a partir de LV-558, uma colônia de mineração da Weyland-Yutani tomada por Xenomorphs. A Fireteam Banshee foi enviada para conter a situação e desapareceu. O jogador chega à USS Endeavor para trazê-los de volta e descobrir o que aconteceu.
Entre missões, a tripulação da Endeavor serve de base: Shipp, comandante da nave e veterana da Fireteam Elite; Ko, líder de esquadrão que também retorna do primeiro jogo; Piper, analista empolgada e um pouco nervosa com o trabalho de campo; Esther, a androide da nave; Raptor, piloto com piadas ruins; e Wrench, mecânico e especialista em armas que solta curiosidades sobre pássaros. A avaliação da fonte é de que o elenco funciona, mas o tom é leve demais para um jogo de Aliens, com personagens que se dão bem demais entre si e raramente saem da nave ou lutam ao lado do jogador.
No combate, o destaque fica para a variedade de Xenomorphs. Runners são rápidos e atacam em grupo; Spitters ficam à distância cuspindo ácido; Warriors agarram e usam a segunda boca; Drones partem para cima e recuam sob fogo; Prowlers, maiores e vermelhos, pulam em cima do jogador. Gerenciar recursos limitados contra cada tipo é apontado como a parte mais divertida. Missões com sintéticos da Wey-Yu pedem uma abordagem mais cautelosa, de cobertura e troca de armas — a smartgun vai bem contra Xenos, mas perde eficiência contra os sintéticos, o que incentiva migrar para a railgun. Há ainda uma terceira facção secreta para enfrentar.
As seis classes trazem referências diretas ao filme: Duelist lembra Hicks com sua escopeta, Marauder é a Vasquez da smartgun, Medic é Dietrich, e por aí vai. A Specialist se sobressai por permitir misturar habilidades e armamentos, embora as classes tradicionais ainda tenham modificadores e habilidades exclusivas obtidos ao subir de nível. Itens de uso único, como torres, minas e caixas de munição, completam o arsenal. Dá para jogar sozinho, mas aí a companhia são os androides Alpha, Beta e Gamma.
Segundo a análise, a campanha leva cerca de 30 horas até os créditos, com um pico de dificuldade notável no quinto ato, e o diálogo em combate cita falas clássicas do filme, ainda que se repita às vezes. A avaliação é de quem jogou: um coop divertido com amigos, sem superar o filme que o inspirou.
Visão Gamer: a chegada do quarto jogador e da classe Specialist ataca diretamente duas limitações do primeiro jogo — o tamanho do esquadrão e a rigidez das classes. Para grupos fixos de quatro pessoas, isso pode ser o principal motivo para considerar a troca.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/aliens-fireteam-elite-2-review.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-09-10 22:00:00








Deixe um comentário