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Quem acompanha action games já deve ter sentido uma certa canseira do parry. Mecânica queridinha de títulos como Sekiro, ela virou praticamente obrigação em vários lançamentos — e, em alguns casos, parece mais muleta do que recurso bem pensado. Mas, para o autor Harvey Randall, do PC Gamer, o problema não está no parry em si, e sim em como ele é usado. E o exemplo mais recente de que a fórmula ainda rende é Onimusha: Way of the Sword.
O jogo da Capcom aposta em um sistema que vai muito além de apertar o botão de defesa no timing certo. Na superfície, há um parry básico: bloquear no momento exato do golpe inimigo gera faíscas e enche uma barra especial. Mas é aí que a coisa se aprofunda.
Onimusha: Way of the Sword oferece três camadas de defesa. O parry básico, que constrói o chamado Blazing State — um estado que aumenta dano e stagger (a capacidade de quebrar a postura do inimigo). Depois, o deflect, uma versão avançada que exige apertar outro botão enquanto bloqueia e é capaz de contra-atacar ataques inevitáveis. E, por fim, o Issin counter, um contra-golpe de altíssimo risco e recompensa, com uma janela de tempo bastante apertada.
A sacada, segundo o texto, está em como essas mecânicas se conectam. O Blazing State diminui com o tempo, então mesmo quando você está no deflect, vale a pena encaixar um parry básico de vez em quando para manter a espada acesa. Já o Issin counter é reservado para ataques bem telegrafados, que funcionam como iscas para quem busca o contra-golpe perfeito.
Essa progressão de risco e recompensa — do parry básico ao Issin — é o que mantém o combate interessante. Cada opção tem um propósito e um custo diferente, criando um jogo de leitura e decisão constante, quase como um rhythm game disfarçado de ação.
Fora de Onimusha, o autor também cita o Unbounded Counter de Nine Sols como outro exemplo de parry criativo. Nele, você segura o botão de bloqueio por um tempo, fica vulnerável durante o carregamento e solta no momento certo para ativar o contra-ataque. Segurar por tempo demais faz você errar e abre uma janela de punição.
A conclusão do autor é direta: parry não é uma mecânica simples demais ou esgotada. Ela só precisa ser bem implementada — e, quando isso acontece, pode gerar experiências de combate memoráveis.
Visão Gamer: Para quem curte action games, Onimusha: Way of the Sword parece um bom exemplo de como o parry pode ir além do básico, com camadas de risco e recompensa que mantêm o combate interessante. Ainda não há data de lançamento confirmada, mas a proposta já chama atenção por expandir uma mecânica que muitos consideram batida.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/action/onimusha-way-of-the-sword-proves-the-parry-formula-is-far-from-stale-you-just-need-to-get-freaky-with-it/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-09-06 15:00:00








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