Showa American Story: combate, humor e o caos do Japão que colonizou os EUA

Showa American Story, o action-RPG que mistura uma América colonizada pelo Japão nos anos 80 com muito humor absurdo, finalmente mostrou mais do seu gameplay. Após cinco anos do anúncio original, o jogo foi apresentado em uma demo hands-on de cerca de duas horas, revelando um sistema de combate profundo, mas ainda com arestas para ajustar.

Na demo, controlamos Choko Chigusa, uma garota que volta dos mortos e parte em uma jornada de carro por um mundo onde o Japão comprou quase todo o território americano. A progressão é dividida em quatro partes: uma seção linear de história e combate, uma área de acampamento para descanso e evolução, um mapa aberto para exploração e uma batalha contra um chefão.

O combate mistura armas brancas e de fogo, com quatro categorias de melee: punhos (incluindo garras estilo Wolverine), katanas, perfuratrizes e armas de haste — como uma bandeira americana. Cada uma tem um estilo diferente: as katanas possuem o moveset mais variado, com trocas de postura conforme os combos; as perfuratrizes causam dano alto, mas são lineares; as armas de haste têm ataques amplos e super armor, mas gastam muita stamina.

O sistema de Rage Points é o coração do combate. Ele alimenta ultimates, ataques especiais, trocas de armas com zero recovery, esquivas perfeitas e uma recuperação especial após levar dano pesado. O problema é que, na prática, essas mecânicas podem atrapalhar o fluxo: como os ataques inimigos são imprevisíveis, é fácil gastar Rage sem querer ao rolar no momento errado, o que quebra a estratégia. Além disso, os efeitos visuais de sangue e impacto são tão intensos que atrapalham a leitura da tela.

No lado RPG, há um sistema de progressão robusto: XP em tempo real, atributos como Vida, Stamina e Rage, e BP para habilidades. As armas têm seis stats e podem ser melhoradas até o nível 5 com dólares e peças. A base é um trailer chamado Guren, onde você usa Action Points para atividades como beber refrigerante, malhar ou tomar banho — tudo para ganhar XP e resistências a status.

Visualmente, o jogo impressiona nos cenários, com um resort de águas termais e uma área de montanha cheia de nostalgia. As cutscenes usam um estilo de apresentação de slides, lembrando Yakuza 0, e o tom de humor é comparável às substories mais malucas da série Yakuza, com direito a uma ‘Associação dos Direitos Humanos dos Zumbis’. A trilha sonora inclui até um cover japonês de ‘Casablanca’ do Hiromi Go.

A demo ainda não tem data de lançamento, mas o diretor criativo Xiangyu Luo descreve o jogo como um RPG repleto de cultura pop retrô. O que vimos até agora é uma proposta ousada, que aposta no absurdo e na nostalgia, mas que precisa polir o combate para entregar todo o seu potencial.

Visão Gamer: Showa American Story se destaca pela originalidade, mas o combate atual pode afastar quem busca uma ação mais refinada. A promessa de um mundo aberto cheio de personalidade e humor é atraente, e o sistema de progressão parece dar profundidade para quem gosta de builds. Se a desenvolvedora conseguir ajustar o fluxo do combate e a clareza visual, o jogo pode se tornar uma experiência única no gênero.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/showa-american-story-the-first-hands-on-preview.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-08-26 01:00:00

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