John Carmack revisita Doom na QuakeCon e declara: Ainda é um ótimo jogo depois de todos esses anos

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Fonte da imagem: Pcgamer

A QuakeCon deste ano, realizada em Gaylord, Texas, está sendo palco de um reencontro especial: vários dos fundadores e membros originais da id Software participam de uma mesa-redonda retrospectiva. E, entre uma conversa e outra, o lendário programador John Carmack aproveitou para revisitar o clássico que ajudou a criar. Em uma publicação no X (antigo Twitter), Carmack contou que decidiu experimentar a versão de Doom para o console portátil Evercade e acabou se perdendo no jogo, literalmente.

Sentei para experimentar o port de Doom para o Evercade e, antes que eu percebesse, já estava no nível quatro, percebendo que tinha esquecido onde estavam todos os cartões-chave, escreveu Carmack. Acabei levando 15 minutos em cada um dos níveis quatro e cinco. Ainda é um ótimo jogo depois de todos esses anos!

A declaração, publicada em 8 de agosto de 2026, rapidamente repercutiu entre os fãs. Afinal, os tempos de referência (par times) para os níveis E1M4 e E1M5, do primeiro episódio de Doom, são de 1 minuto e 30 segundos e 2 minutos e 45 segundos, respectivamente. Ou seja, mesmo um dos criadores do jogo admite que está um pouco enferrujado quando o assunto é speedrun.

A relação dos desenvolvedores com suas próprias obras é sempre curiosa, especialmente quando se trata de um jogo tão influente quanto Doom, que completa décadas de existência e ainda é considerado um marco dos jogos de tiro em primeira pessoa. Carmack, que foi o principal programador do título original, agora parece redescobrir o prazer de jogar o próprio trabalho, algo que nem todos os criadores fazem.

O outro John da id Software, John Romero, cofundador do estúdio e designer de Doom, segue profundamente ligado ao jogo. Romero continua criando expansões para a obra-prima, como as expansões Sigil, e recentemente apareceu em uma live jogando o famoso e enigmático MyHouse.wad, um mod que virou fenômeno na comunidade. Enquanto Carmack revisita o clássico com olhos de jogador, Romero mantém viva a chama criativa em torno do universo de Doom.

A relação dos criadores com seus jogos, no entanto, nem sempre é tão próxima. O chefe da Larian Studios, Swen Vincke, por exemplo, admitiu em uma entrevista que nunca revisitou Ultima 7, um de seus jogos favoritos e uma de suas principais inspirações, por medo de que o título não corresponda às memórias que ele guarda dos anos 90. Na mesma conversa, Vincke revelou que passa tanto tempo imerso nos jogos da Larian durante o desenvolvimento que dificilmente os rejoga após o lançamento.

A postura de Carmack, portanto, contrasta com a de outros desenvolvedores. Ele não só voltou a jogar Doom, como também compartilhou sua experiência de forma despretensiosa, admitindo as dificuldades e celebrando a qualidade do jogo. Para muitos fãs, ver um dos pais do gênero FPS se divertindo com sua própria criação é um lembrete do impacto duradouro que Doom teve na indústria.

A QuakeCon, que acontece anualmente, é um dos eventos mais tradicionais para os fãs dos jogos da id Software e da Bethesda. A presença dos fundadores e membros originais do estúdio neste ano tem um gostinho especial, já que proporciona momentos como esse, em que a história dos games se encontra com o presente. A mesa-redonda retrospectiva promete trazer ainda mais histórias e bastidores da criação de clássicos como Doom, Quake e Wolfenstein 3D.

Enquanto isso, Carmack segue sendo uma figura influente no mundo da tecnologia, agora à frente de sua empresa de inteligência artificial, a Keen Technologies. Mas, pelo visto, ele nunca esqueceu suas raízes nos games. A declaração de que Doom ainda é um ótimo jogo ecoa o sentimento de milhões de jogadores que, assim como ele, continuam voltando ao clássico mesmo após tantos anos.

A notícia, publicada originalmente pelo PC Gamer, foi escrita por Ted Litchfield, editor associado da publicação, que também compartilhou sua própria visão sobre o assunto. Litchfield comentou que tem o hábito de rejogar compulsivamente seus jogos favoritos, e concordou com Carmack: o Doom original realmente envelheceu bem. Para ele, a capacidade de um jogo de se manter relevante e divertido décadas depois é um dos maiores elogios que se pode fazer a uma obra.

A comunidade de jogadores, claro, não demorou a reagir. Muitos fãs aproveitaram a publicação de Carmack para compartilhar suas próprias experiências com Doom, seja na versão original de 1993, seja nos ports modernos. A discussão sobre a dificuldade dos níveis E1M4 e E1M5, os famosos cartões-chave e a nostalgia dos primeiros episódios tomou conta das redes sociais.

No fim das contas, a declaração de Carmack serve como um lembrete de que os grandes clássicos nunca morrem. Doom, com sua jogabilidade direta, atmosfera única e design de níveis impecável, continua conquistando novas gerações de jogadores. E, como o próprio criador demonstrou, até mesmo quem ajudou a construir o jogo pode se surpreender com a qualidade que permanece intacta após todos esses anos.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/fps/id-co-founder-john-carmack-revisits-doom-at-quakecon-still-a-great-game-after-all-these-years/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-08-08 19:08:00

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