Vingadores: Doomsday é o teste definitivo para o futuro do MCU

Há dez anos, era impossível escapar do Universo Cinematográfico Marvel. A Fase Três começava em 2016, dando o pontapé inicial na longa estrada até Vingadores: Ultimato com Capitão América: Guerra Civil. A Marvel monopolizava as telas dos cinemas, as teorias sobre cenas pós-créditos dominavam as redes sociais e até os maiores haters não conseguiam evitar que os filmes de super-heróis ocupassem suas mentes. Amasse ou odiasse, o MCU era o assunto obrigatório em qualquer conversa.

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Fonte da imagem: Polygon

Uma década depois, o cenário cultural é bem diferente. Claro, o MCU ainda está de pé, como mostrou a semana movimentada de notícias geradas pelo painel bombástico da San Diego Comic-Con. Dá até para argumentar que a franquia ainda tem muita lenha para queimar, com base nos elogios entusiasmados a Homem-Aranha: Brand New Day. Mas não é preciso ser Doutor Estranho para perceber que o burburinho em torno de Vingadores: Doomsday não é mais tão avassalador quanto foi com Guerra Infinita. O MCU enfrenta seu verdadeiro momento de tudo ou nada em dezembro, e está cada vez mais difícil prever como tudo vai terminar.

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Fonte da imagem: Polygon

Em alguns aspectos, a presença da Marvel na SDCC no último fim de semana foi mais do mesmo. O elenco estrelado de Doomsday subiu ao palco para turbinar o ciclo de hype. Ficamos sabendo que Ghost Rider, Pantera Negra 3 e Nova estão a caminho depois de Guerras Secretas. Ainda teve um cameo de Ryan Reynolds como Deadpool, para lembrar que o mercenário tagarela continua no jogo. Há uma década, isso teria sido suficiente para quebrar a internet por algumas semanas. Em vez disso, o gerador de buzz produziu apenas um ruído moderado. O colega da Polygon, Jake Kleinman, observou que o painel de notícias da SDCC foi recebido com mais resmungos do que empolgação nas redes sociais, enquanto os assinantes do Disney+ não pareceram nem um pouco motivados a maratonar os filmes do MCU após o painel. O hype que antes era ensurdecedor agora está em um volume de vizinhança.

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Fonte da imagem: Polygon

É difícil culpar os fãs por encararem Doomsday com apreensão: a Saga do Multiverso do MCU tem sido uma bagunça. Filmes decepcionantes, tramas abandonadas e uma troca de vilão feita às pressas tornaram difícil investir de verdade em uma história que parece ter sido escrita nas coxas a cada passo. A alegria do MCU em seus dias de glória era ver cada fio da trama se juntando em um clímax de equipe. É bem menos divertido montar um quebra-cabeça quando você sabe que faltam peças na caixa. Por que se animar com Ghost Rider se você não tem certeza de que o filme vai sair? (As coisas não estão nada boas para Blade.) Nesse sentido, Doomsday é o maior teste que o MCU já enfrentou. A Marvel terá que provar que, mesmo quando os filmes que antecedem o clímax saem do ritmo, o crescendo ainda vale a pena. Se Doomsday não conseguir compensar anos de frustração dos cinéfilos, é difícil imaginar que o público ou a Disney invistam em outra saga do tipo “confia em mim”. Estamos no fim do jogo agora.

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Fonte da imagem: Polygon

A boa notícia para os fãs é que ainda há capital social no MCU. O público já parece ter abraçado Homem-Aranha: Brand New Day, provando que as pessoas ainda vão ao cinema para ver um filme de super-herói, desde que ele seja bem feito. Talvez a única coisa que a Disney realmente precise fazer para reconquistar os fãs seja entregar um filme coerente. Uma ideia revolucionária, eu sei.

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Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/patch-notes-mcu-doomsday-spider-man/.

Fonte: Polygon.

2026-08-02 13:00:00

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