Nova série de Ghost in the Shell pela Science Saru é a adaptação mais divertida e fiel ao mangá até hoje

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Fonte da imagem: Polygon
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A franquia Ghost in the Shell, que começou com o mangá de Masamune Shirow em 1989, ganha mais um capítulo marcante. Desta vez, o estúdio Science Saru, conhecido por produções como Devilman Crybaby e Japan Sinks, assumiu o desafio de criar uma adaptação que promete agradar tanto os fãs mais antigos quanto os novos espectadores. A série, que teve seus dois primeiros episódios exibidos na Anime Expo, já é considerada por muitos uma obra-prima, oferecendo uma das versões mais cativantes da Major Motoko Kusanagi já vistas nas telas.

A nova produção não tenta replicar o tom sombrio e filosófico do clássico filme de 1995 dirigido por Mamoru Oshii. Em vez disso, aposta em uma narrativa mais pé no chão, que equilibra ação, humor e emoção. A trilha sonora, que mescla jazz e música eletrônica, evoca o melhor de Innocence e Stand Alone Complex, duas das iterações mais aclamadas da franquia. A ausência dos elementos psicológicos densos de Oshii não diminui a experiência; ao contrário, a abordagem mais acessível e divertida acaba elevando o conjunto.

A Major Motoko Kusanagi aparece aqui com uma personalidade completamente renovada. Ela não é mais a líder introspectiva, fria e distante de outras versões. Agora, ela é espirituosa, engraçada e até mesmo fofa. Não tem medo de fazer piadas ou de expressar o que sente. Em uma cena, ela invade o sistema neural de um adversário e o faz se socar; em outra, o espectador pode encontrá-la em uma cena digital erótica, se não prestar atenção. Essa versão de Kusanagi é mais independente e menos apegada à Seção de Segurança Pública, agindo como sua própria chefe, com um coração de ouro e uma elegância feroz ao vestir roupas típicas dos anos 80.

A direção de Mokochan é um dos pontos altos da série. Ela utiliza enquadramentos criativos, como tomadas aéreas interessantes, explosões de cor e sequências vistas através de lentes variadas — incluindo as dos Fuchikomas e durante os mergulhos cerebrais. Isso permite que o mundo de Ghost in the Shell seja mostrado de praticamente todos os ângulos, incentivando o espectador a rever os episódios para não perder nenhum quadro. A iluminação espectral, com raios de sol entrando por janelas e banhando os personagens em um brilho hipnotizante, é um toque visual que enriquece ainda mais a experiência.

Apesar do tom mais leve, a série não abandona as questões centrais que sempre definiram a franquia: identidade, tecnologia e os limites entre humano e máquina. O primeiro episódio já deixa claro que não se trata de um simples exercício de nostalgia. O estilo visual é distinto das adaptações anteriores, com um visual mais limpo e contemporâneo, mas sem perder a densa atmosfera cyberpunk que caracteriza a propriedade. Os fãs vão reconhecer várias cenas semelhantes às de filmes e séries anteriores, mas elas se desenrolam de maneiras muito diferentes. É uma carta de amor não apenas ao mangá, mas a todos os fãs de Ghost in the Shell.

A série também mantém o interesse por vigilância, consciência e as formas como as redes avançadas remodelam a vida cotidiana — temas que, em 2026, parecem ainda mais relevantes do que há décadas. No entanto, esses elementos são usados de maneiras mais interessantes, fazendo com que o mundo pareça vibrante e realista, em vez de escuro e melancólico. Ghost in the Shell consegue fazer com que uma das propriedades cyberpunk mais conhecidas pareça nova e divertida quase quatro décadas após sua criação.

Se os dois primeiros episódios são uma amostra da qualidade que será exibida ao longo de toda a temporada, esta pode muito bem ser a melhor adaptação já feita da obra. A série estreia no Prime Video a partir de 7 de julho.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/ghost-in-the-shell-new-anime-vision-anime-expo/.

Fonte: Polygon.

2026-07-05 00:45:00

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