Samara Weaving e Kyle Gallner roubam a cena em Carolina Caroline, nova versão de casal criminoso que chega em 2026

O subgênero de filmes sobre casais de criminosos apaixonados ganha um novo representante com ‘Carolina Caroline’, que estreia nos cinemas em 5 de junho de 2026. Longe de ser apenas mais uma imitação de ‘Bonnie and Clyde’ ou ‘Natural Born Killers’, o longa dirigido por Adam Carter Rehmeier e escrito por Tom Dean aposta em personagens cativantes e uma abordagem mais pé no chão para contar uma história conhecida.

Samara Weaving interpreta Caroline, uma jovem que leva uma vida pacata em uma cidade pequena do Texas até conhecer Oliver (Kyle Gallner), um golpista e ladrão que ela flagra aplicando um golpe em seu chefe em um posto de gasolina. Fascinada pelo carisma do estranho, Caroline decide abandonar tudo e partir com ele, pedindo que Oliver a ensine os truques do crime enquanto os dois embarcam em um romance relâmpago.

Diferente de outros filmes do gênero, Oliver não é um psicopata assassino. O personagem é descrito como um cara pragmático, que encara a vida com a filosofia de que ‘as coisas são assim mesmo’. A trama não trata Caroline como alguém fora de controle ao se juntar a ele; pelo contrário, ambos são apresentados como apaixonados que vivem em uma bolha de ignorância sobre as consequências de seus atos, que escalam de pequenos furtos e golpes a roubos a mão armada.

Weaving e Gallner são o grande trunfo do filme. Os dois atores, conhecidos por seus papéis em produções excêntricas e de culto, têm química de sobra e convencem o público da conexão instantânea entre Caroline e Oliver. Enquanto Gallner transmite a sensação de um homem que já passou por muita coisa e esconde uma tristeza por trás do jeito amigável, Weaving entrega sua atuação mais vulnerável até agora – um contraste com seu papel cômico em ‘Over Your Dead Body’, lançado em abril passado.

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Though set vaguely sometime in the 1970s-1980s, Carolina Caroline avoids any overt or distracting “look at how different things were” inclusions or fashion choices beyond a couple of necessary era-appropriate elements like the use of payphones. It all helps to create a certain timeless “this could have happened at any time anywhere” feel. Fonte da imagem: IGN

Apesar de seguir a estrutura clássica do gênero, em que o leitor sabe que algo vai dar errado, ‘Carolina Caroline’ se destaca por manter um tom realista e focado nos personagens. O roteiro de Dean e a direção de Rehmeier criam um mundo convidativo e crível, que faz o espectador se importar genuinamente com o destino do casal. A tensão e a emoção estão presentes, mas o filme nunca perde de vista o desenvolvimento dos protagonistas.

Nem tudo funciona perfeitamente. Um encontro de Caroline com sua mãe ausente, interpretada por Kyra Sedgwick, é descrito como exagerado e artificial, apesar da atuação competente da atriz. Por outro lado, o pai de Caroline, vivido por Jon Gries, foge do estereótipo de pai opressor, sendo retratado com carinho e doçura – uma escolha que surpreende positivamente.

Ambientado em uma época indefinida entre as décadas de 1970 e 1980, o filme evita referências nostálgicas exageradas. O uso de telefones públicos e alguns elementos de figurino são suficientes para situar o período, mas a estética geral é atemporal, sugerindo que a história poderia se passar em qualquer lugar e época.

Com atuações carismáticas e uma abordagem que prioriza o drama humano em vez da violência gratuita, ‘Carolina Caroline’ se firma como uma adição interessante ao cânone dos filmes de casais criminosos. A obra prova que não é preciso inventar uma história completamente nova para cativar o público – basta contar a versão certa com talento e sensibilidade.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/carolina-caroline-review-samara-weaving-kyle-gallner.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-06-03 12:00:00

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