O Xbox 360 foi o console que colocou a Microsoft de vez na disputa com Sony e Nintendo, graças a franquias como Halo e Gears of War. Mas nem só de blockbuster viveu a plataforma: uma lista publicada originalmente pela Polygon relembra dez títulos que, apesar da qualidade, ficaram fora dos holofotes. Confira abaixo, com as datas de lançamento e os detalhes que a fonte destaca.

Ridge Racer 6 (22 de novembro de 2005) chegou junto com o console, mas competiu diretamente com Project Gotham Racing 3, da própria Microsoft, e Need for Speed: Most Wanted, da Electronic Arts. A Namco viu seu jogo de corrida ficar ofuscado, principalmente na América do Norte.

Lost Odyssey (6 de dezembro de 2007) foi o segundo JRPG da Mistwalker no Xbox 360. Quem jogou costuma colocá-lo no mesmo patamar dos melhores Final Fantasy, mas o público do console não abraçou o gênero, e os fãs de JRPG preferiram apostar nos títulos do PlayStation 3.

Blue Dragon (7 de dezembro de 2006), primeiro lançamento da Mistwalker, reuniu Hironobu Sakaguchi na direção, design de personagens de Akira Toriyama (Dragon Quest) e trilha de Nobuo Uematsu (Final Fantasy). Mesmo com esse time, não encontrou o público que a Microsoft esperava. Hoje, está disponível para compra na loja do Xbox, mas segue esquecido apesar das boas notas na época.

Project Sylpheed aparece na lista sem detalhes adicionais na fonte. Já Infinite Undiscovery (2 de setembro de 2008) foi desenvolvido pelo Microsoft Game Studios Japan em parceria com a tri-Ace (série Star Ocean). A trama acompanha Capell em um mundo onde a lua foi presa à superfície do planeta, causando devastação nas plantações e na vida animal. O combate ativo com quatro membros na party e os cenários bonitos marcam o jogo, que depois ganhou retrocompatibilidade no Xbox One.

Beautiful Katamari (16 de outubro de 2007) foi exclusivo do Xbox 360 e usou o hardware mais novo para dar um visual caprichado à série que nasceu no PlayStation 2. Como o Príncipe, o jogador rola objetos para formar bolas gigantes. A proposta é bizarra de propósito, com trilha sonora grudadinha e clima relaxante, mas o título nichado passou batido por muita gente.

Magna Carta 2 (6 de agosto de 2009), da sul-coreana SoftMax, encerrou a franquia iniciada no PC em 2001 e que teve Magna Carta: Tears of Blood no PlayStation 2. O RPG traz combate por turnos direto no campo, sem transições, com ataques baseados em timing e chains que tornam o grupo uma arma poderosa quando bem usado. Os cenários são bonitos e o design de personagens é de Hyung-tae Kim, que depois dirigiu Stellar Blade.

Culdcept Saga (22 de novembro de 2006) é o quarto jogo da franquia e a primeira aparição no hardware da Microsoft. A proposta mistura tabuleiro com card game: os Cepters rolam dados, avançam, compram propriedades e cobram pedágio de quem cair nelas. Para vencer, é preciso acumular mana e levá-la de volta ao ponto de partida. Quem quiser algo mais recente pode conferir Culdcept Begins, lançado em 16 de julho para Nintendo Switch e Switch 2, com versão para PC prevista para este ano.

Bullet Witch (27 de julho de 2006) veio da Cavia, estúdio conhecido pelos jogos Drakengard, que deram origem ao primeiro Nier, e por shooters de light gun da série Resident Evil. O jogo tem visual estiloso que lembra Devil May Cry (e depois Bayonetta), foco em monstros gigantes e destruição urbana, com um toque de magia. A versão de Xbox 360 sumiu do mercado, mas um porte para Steam foi lançado em 25 de abril de 2018.

Fechando a lista, N3: Ninety-Nine Nights (20 de abril de 2006) é um brawler de fantasia publicado pela Microsoft e desenvolvido em parceria com Phantagram e Q Entertainment, estúdio conhecido por Lumines e Meteos. O game aposta em batalhas entre o bem e o mal com ação suficiente para competir com Dynasty Warriors, além de visuais bonitos e um sistema que dava nota ao desempenho para incentivar o replay. Uma sequência foi feita pela feelplus e publicada pela Konami, mas o visual mais sombrio não repetiu a recepção do primeiro e a franquia parou por aí.

Visão Gamer: A lista serve como um lembrete de que o catálogo do Xbox 360 vai muito além dos pesos-pesados. Vários desses títulos continuam acessíveis por retrocompatibilidade ou portes em outras plataformas, o que facilita para quem quer conhecer o que passou batido na época.


Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/most-underrated-xbox-360-games/.
Fonte: Polygon.
2026-09-15 01:00:00








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