007 First Light: o novo game da IO Interactive entrega ação espetacular e missões variadas que rivalizam com os filmes de James Bond

A franquia James Bond sempre foi sinônimo de espetáculo: explosões, tiroteios e cenários luxuosos fazem parte da identidade do agente secreto. Com 007 First Light, novo jogo da IO Interactive (criadora de Hitman), essa tradição é levada às telas dos videogames com maestria. Em cerca de 20 horas de campanha, o título oferece uma das experiências de ação mais empolgantes dos últimos anos, combinando combates eletrizantes com uma variedade impressionante de missões.

A história começa com Bond ainda como um simples soldado britânico, enviado com seu esquadrão para investigar cientistas que pararam de se comunicar em uma base no gelado deserto da Islândia. O grupo é abatido, e apenas Bond sobrevive. A sequência inicial é descrita como genérica, mas cumpre o papel de estabelecer o futuro do personagem. Contra todas as probabilidades, ele tem sucesso, matando vários inimigos e destruindo equipamentos. É essa atitude, combinada com sua recusa em abandonar pessoas ao destino, que chama a atenção de “M”, a nova chefe do programa “00” do MI6 (serviço de inteligência estrangeiro do Reino Unido). Bond ingressa no programa de recrutamento e começa o treinamento sob a orientação do irascível Greenway, interpretado por Lennie James (The Walking Dead). A trama explora desde agentes duplos até a ascensão da inteligência artificial e o controle corporativo da humanidade.

Apesar de ser um recruta, Bond já demonstra todo o carisma, inteligência e habilidade de luta que o consagraram. O personagem é emocional e cuidadoso, claramente inspirado na versão de Daniel Craig, embora não haja relação direta com os filmes. Jogar com Bond é uma experiência incrível: ele é altamente responsivo, ágil e adaptável. Em lutas corpo a corpo, não se limita a socos e chutes; pode jogar inimigos contra paredes e janelas, usar objetos quebráveis como armas e investir contra eles. O jogo utiliza a engine Glacier, mesma tecnologia da série Hitman, criando ambientes ultra-realistas com objetos e interiores destrutíveis: papéis voam, fumaça persiste, objetos giram e rolam.

O grande diferencial de First Light está na variedade de missões. O jogador vai desde perseguir funcionários do governo em clubes noturnos subterrâneos de Londres até explorar um castelo eslovaco de vários andares que sedia uma importante partida de xadrez para desmascarar um agente duplo. Cada missão escala de maneiras inesperadas: em um momento, Bond participa de uma perseguição de carro que termina com a destruição de um avião; em outro, precisa navegar por um covil de piratas em uma cidade fictícia da Mauritânia, tendo que levantar 100 mil dólares participando de atividades ilegais como brigas e jogos de azar.

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Fonte da imagem: The Verge

É nesse covil de piratas que o jogador encontra Bawma, interpretado por Lenny Kravitz. Apesar de ser promovido por alguns como o principal antagonista, Kravitz não é vilão, tem apenas cerca de cinco minutos de tela e sua atuação é considerada terrível, com um sotaque americano que soa deslocado.

Diferente de Hitman, o uso de disfarces é raro: o jogador os utiliza apenas duas vezes em toda a campanha. A furtividade continua sendo a abordagem primária, mas não há estado de falha instantânea. Bond pode eliminar vários inimigos rapidamente, mas o jogo não força o sigilo. Os checkpoints, no entanto, são problemáticos: tempos de carregamento longos e posicionamento antes de conversas longas ou seções extensas de plataforma podem frustrar quem busca manter uma sequência furtiva.

Antes de cada missão, Bond é equipado por Q, o chefe de pesquisa do MI6. O jogador pode conversar com colegas e ouvir conversas sobre as missões, dando vida à sede da inteligência britânica. É possível levar até três dispositivos por missão, como o relógio laser e dardos de náusea. Cada escolha impacta diretamente a abordagem em campo. Durante as missões, o jogador encontra “oportunidades” (mecânica vinda de Hitman): ao ouvir uma conversa sobre um repórter atrasado, pode assumir sua identidade para acessar áreas restritas; em outro momento, consegue um cartão de identificação ao ouvir o nome de um amigo.

A variedade de First Light mantém o jogador alerta, nunca permitindo adivinhar para onde o jogo vai. Os espetáculos e cenários rivalizam com a série Uncharted, sem nunca fazer o jogador se sentir um mero espectador. Não é o jogo estilo Hitman que muitos esperavam do estúdio; é um dos melhores jogos de ação já feitos, que explora os elementos que tornaram Bond tão duradouro. Com o futuro da franquia cinematográfica incerto, First Light chega no momento certo e nas mãos certas.

007 First Light será lançado em 27 de maio para PC, PS5 e Xbox; uma versão para Switch 2 também está em desenvolvimento.

Leia mais aqui em inglês: https://platform.theverge.com/wp-content/uploads/sites/2/2026/05/007FL_Bawma_Screenshot_3840x2160-1.jpg?quality=90&strip=all&crop=0,0,100,100.

Fonte: platform.theverge.com.

Gaming | The Verge.

2026-05-27 13:30:00

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