A premissa de The End of Oak Street já entrega de cara inspirações claras: o diretor David Robert Mitchell, conhecido por It Follows, parece ter bebido de fontes como Gremlins e Poltergeist para construir o terror no subúrbio americano. No filme, a família Platt — formada por Greg (Ewan McGregor) e Denise (Anne Hathaway) — vê sua rotina virar de cabeça para baixo quando acorda e descobre que o tranquilo bairro onde vive foi invadido por dinossauros gigantes. As semelhanças com a franquia Jurassic Park também são evidentes, mas parte dos fãs acredita que há algo mais escondido na produção: a possibilidade de que The End of Oak Street, originalmente intitulado Flowervale Street, esteja ligado ao universo de Cloverfield, o terror sci-fi de 2008 dirigido por Matt Reeves.

A desconfiança não surgiu por acaso. J.J. Abrams, produtor de Oak Street, tem um histórico de pegar roteiros independentes e transformá-los em spin-offs de Cloverfield por meio de sua produtora, a Bad Robot. Foi assim com 10 Cloverfield Lane e The Cloverfield Paradox, ambos originalmente concebidos como projetos separados. No primeiro, uma sobrevivente se esconde em um bunker após um evento hostil que torna a superfície da Terra inabitável. Já o segundo acompanha uma equipe de astronautas que, ao testar um acelerador de partículas, abre realidades paralelas e desencadeia o surgimento de criaturas gigantes e ataques sobrenaturais que afetam a humanidade em múltiplos universos.
Essa premissa de realidades paralelas e catástrofes interligadas abriu espaço para teorias: os fãs especularam que os Platt poderiam estar sofrendo as consequências do experimento mostrado em The Cloverfield Paradox. A ideia não parecia absurda, principalmente com Abrams e a Bad Robot envolvidos. No entanto, o próprio Abrams tratou de derrubar a teoria em entrevista ao The Hollywood Reporter. Segundo ele, a única ligação com os filmes de Cloverfield é o fato de a parceira de Ewan McGregor na vida real, Mary Elizabeth Winstead, ter estrelado 10 Cloverfield Lane. A única conexão com nossos filmes de Cloverfield é que a parceira de Ewan é Mary Elizabeth Winstead, que foi a estrela de 10 Cloverfield Lane, com quem tivemos a sorte de trabalhar e que eu adoro, disse Abrams. Fora isso, as pessoas estão apenas fazendo conexões que elas mesmas enxergam.

Com a declaração, fica claro: The End of Oak Street não faz parte do universo Cloverfield. Mas isso não significa que o filme não traga suas próprias reviravoltas, especialmente quando o assunto é viagem no tempo. Após uma tempestade devastadora, os Platt descobrem que eles e todo o bairro foram puxados por um portal massivo — essencialmente um buraco de minhoca — que os transporta para a era pré-histórica, no meio dos dinossauros. A combinação entre dinossauros e a década de 1980, claro, não dá certo, e a maioria dos amigos e vizinhos da família acaba virando presa dos carnívoros que rondam o local.

Se você espera uma explicação aprofundada sobre os mecanismos da viagem no tempo em Oak Street, pode se decepcionar. O filme não se preocupa em detalhar as regras ou a física por trás do fenômeno; em vez disso, usa o elemento temporal como pano de fundo para destacar como a premissa difere completamente de Cloverfield. Essa diferença, aliás, é o que torna a experiência de assistir ao filme única, sem depender de amarras com outras obras.
The End of Oak Street chega aos cinemas em 14 de agosto, prometendo uma mistura de terror, nostalgia e dinossauros que, apesar das comparações inevitáveis, se sustenta por conta própria.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/the-end-of-oak-street-ending-cloverfield-spin-off/.
Fonte: Polygon.
2026-08-12 19:00:00








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