TFT completa 7 anos: como a Riot transformou o caos dos primeiros sets em inovação constante

No dia 26 de junho, Teamfight Tactics (TFT) completa sete anos de existência. Lançado em 2019 como um modo permanente dentro do cliente de League of Legends, o auto battler da Riot Games não apenas sobreviveu à explosão inicial do gênero, como se manteve no topo desde então. Em entrevista ao Polygon, o diretor de gameplay Alex Cole e a gerente sênior de produto Christina Jiang detalharam os aprendizados acumulados ao longo de 17 sets oficiais, as dificuldades do antigo modelo de mid-sets e os planos para o futuro, incluindo o modo festivo Pengu’s Party.

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Image: Riot GamesFonte da imagem: Polygon

Os primeiros sets de TFT, especialmente o Set 1, eram marcados por um design que Cole descreve como afiado demais e repleto de elementos de pedra-papel-tesoura. Um exemplo citado foi a antiga sinergia Fantasma, que reduzia a vida de um inimigo no início da batalha — algo que, segundo ele, se fosse lançado hoje, provavelmente odiaria. Apesar da nostalgia dos jogadores, a equipe reconhece que trazer de volta aquela aspereza sem adaptações seria um erro. Jiang pondera que, ao reviver um set antigo, é preciso preservar sua essência, mas também fazer ajustes para que a experiência seja divertida nos padrões atuais.

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Image: Riot GamesFonte da imagem: Polygon

A transição para a era dos mid-sets, que começou no Set 3: Galáxias, trouxe um ritmo de duas temporadas completas por ano, cada uma com duração de três meses seguidas de uma atualização intermediária. Embora sets como o 3.5 e o 6 sejam lembrados com carinho, o modelo se mostrou desgastante para a equipe de desenvolvimento. Cole explica que, assim que um novo set era lançado, quase todo o time de design já começava a trabalhar no mid-set, antes mesmo de conseguir avaliar o que estava funcionando ou não. Com apenas uma semana de dados do PBE (ambiente de testes público), era difícil criar uma experiência realmente nova. Além disso, as limitações de cronograma permitiam trocar no máximo 20 campeões por mid-set, o que tornava o esforço pouco recompensador tanto para os desenvolvedores quanto para os jogadores.

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Image: Riot GamesFonte da imagem: Polygon

Após o Set 9.5, a Riot decidiu abandonar os mid-sets e passar a lançar três sets completos por ano. A mudança deu à equipe mais tempo para planejar cada temporada com antecedência — atualmente, o Set 20 já está em fase inicial de desenvolvimento, com cerca de um ano de trabalho pela frente. Isso possibilitou investimentos maiores em temas e arte, como aconteceu no set Into the Arcane, que trouxe de 10 a 12 personagens novos. Por outro lado, o ciclo mais curto entre sets reduz a janela para implementar aprendizados de uma temporada na seguinte. Cole citou o exemplo dos Desbloqueáveis, mecânica introduzida no Set 16 (Lendas e Lendas) que adicionava 40 campeões extras com condições especiais para serem usados. Apesar do sucesso entre os fãs, a equipe optou por não repeti-la no Set 17 (Deuses Espaciais) porque o desenvolvimento já estava avançado demais. Cole garantiu que os Desbloqueáveis devem retornar em breve, provavelmente a partir do Set 18.

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Image: Riot GamesFonte da imagem: Polygon

Um dos maiores desafios atuais de TFT é equilibrar a inovação para veteranos com a acessibilidade para novos jogadores. Cole afirma que o jogo atingiu seu teto de complexidade e que a equipe agora é muito mais cuidadosa ao adicionar mecânicas permanentes. Investimentos como o Planejador de Equipe, que permite salvar composições e rastrear campeões, fazem parte da estratégia para facilitar a vida dos iniciantes. A Riot promete ainda mais recursos nesse sentido ao longo do próximo ano. Ao mesmo tempo, o time não tem medo de arriscar: a remoção do Carrossel, uma mecânica presente desde o lançamento, no set mais recente, é prova disso.

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Image: Riot GamesFonte da imagem: Polygon

Para celebrar o sétimo aniversário, a Riot lançará o modo Pengu’s Party, disponível de 10 de junho a 14 de julho. A proposta é oferecer uma experiência caótica e flexível: os jogadores jogam o Set 17 normalmente, mas podem escolher duas sinergias icônicas de sets anteriores ao longo da partida. As duas primeiras escolhas ficam no nível bronze, enquanto a terceira permite elevar uma delas ao nível prismático. Diferentemente do que ocorre em outros modos, como o Tesouro do Choncc, a composição vencedora em Pengu’s Party não será necessariamente um campeão de custo 5 com três estrelas. Jiang explica que o foco é a experimentação e a flexibilidade, permitindo combinações de alto poder que não são vistas no jogo normal. Além da diversão, os participantes ganharão recompensas como fragmentos de estrela, fichas de tesouro, cristais de reino e o novo lenda menor Caranguejo do Aniversário.

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Com a concorrência no gênero auto battler se intensificando — empresas como TiMi Studio Group (Honor of Kings) e Hoyoverse (Genshin Impact, Honkai: Star Rail) preparam seus próprios títulos —, a equipe de TFT se mantém confiante. Cole acredita que os concorrentes oferecem experiências mais rasas estrategicamente, enquanto TFT entrega profundidade. Jiang reforça que o diferencial está no ritmo de conteúdo: são três sets completos por ano, além de modos sazonais, algo difícil de ser replicado por quem está começando agora no gênero. Para os fãs que querem uma pausa do ranked ou simplesmente adoram cozinhar composições malucas, Pengu’s Party chega como a celebração ideal de sete anos de um jogo que, mesmo diante de novos desafios, continua sendo referência.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/teamfight-tactics-tft-7-year-anniversary-interview/.

Fonte: Polygon.

Polygon.com.

2026-06-10 17:00:00

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