O Summer Game Fest, que começa na terça-feira, chega em um momento delicado para a indústria dos games. Apesar de 2026 prometer ser um ano forte em lançamentos, o cenário para quem produz jogos e para o setor como um todo é de crise: os preços dos consoles não param de subir, as demissões em massa continuam e até títulos de alto orçamento, bancados por grandes corporações, parecem frágeis. É nesse contexto que Microsoft e Sony têm a chance de mostrar aos jogadores por que vale a pena investir em máquinas cada vez mais caras.

A Sony abre sua participação no evento no dia 2 de junho, com uma transmissão ao vivo do State of Play que promete mais de 60 minutos de novidades para o PS5. O destaque fica por conta de Wolverine, da Insomniac, previsto para setembro. A empresa enfrenta dois problemas centrais. O primeiro é o preço do console: o modelo básico, lançado a US$ 499, já saltou para US$ 649, enquanto a versão mais cara chega a US$ 899. Esse aumento constante derrubou as vendas do PS5 em quase 50% na comparação anual. O segundo problema são os próprios jogos. Depois de investir pesado em títulos como serviço — a exemplo da compra da Bungie, criadora de Destiny, por US$ 3,6 bilhões em 2022 —, a Sony viu o plano dar errado. A Bungie passou por múltiplas rodadas de demissões, anunciou o fim do suporte a Destiny 2 e lançou Marathon, um shooter online que enfrenta dificuldades em um mercado volátil, onde até Fortnite está com problemas.

Por isso, as fabricantes precisam usar suas breves janelas no Summer Game Fest para focar no presente: não há como negar que tudo está mais caro, mas pelo menos há a chance de provar que esses preços valem a pena.
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Fonte: platform.theverge.com.
Gaming | The Verge.
2026-06-01 14:00:00








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