Spielberg resgata a magia dos anos 80 em Disclosure Day, nova ficção científica com Josh OConnor e Emily Blunt

Steven Spielberg está de volta ao território que o consagrou nos anos 1980. Em ‘Disclosure Day’, o diretor não apenas entrega um filme de ficção científica, mas recria a atmosfera de maravilha e aventura que marcou clássicos como ‘Contatos Imediatos do Terceiro Grau’, ‘E.T.’ e ‘Jurassic Park’. A produção, que chega aos cinemas brasileiros em 12 de junho, mescla perseguição, conspiração governamental e um toque de nostalgia que promete agradar tanto os fãs antigos quanto as novas gerações.

O roteiro acompanha Daniel Kellner (Josh O’Connor), um especialista em segurança cibernética que rouba documentos da corporação Wardex. O material revela uma conspiração de quase 80 anos do governo americano para esconder a existência de visitas alienígenas à Terra. Perseguido por agentes da empresa, Kellner conta com a ajuda de Hugo Wakefield (Colman Domingo), ex-integrante da trama que hoje lidera o movimento pela divulgação pública da verdade sobre os extraterrestres.

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Image: Niko Tavernise/Universal Pictures and Amblin EntertainmentFonte da imagem: Polygon

Paralelamente, a meteorologista Margaret Fairchild (Emily Blunt), de Kansas City, acaba no meio da confusão após transmitir, sem saber, uma mensagem em língua alienígena durante a previsão do tempo. Ela também passa a ser alvo dos conspiradores e, guiada por forças misteriosas, acaba cruzando o caminho de Kellner. A trama de fuga combina elementos de ‘E.T.’ com o magnetismo sobrenatural de ‘Contatos Imediatos’, além de cenas de ação que lembram as aventuras de Indiana Jones, incluindo perseguições em trens.

O elenco ainda conta com Colin Firth como Noah Scanlon, chefe da Wardex e principal antagonista. Diferente dos governos ambíguos de ‘Contatos Imediatos’ e ‘E.T.’ – que, apesar de invasivos, também buscavam salvar o alienígena –, os vilões de ‘Disclosure Day’ são mais diretos e unidimensionais, lembrando os inimigos claros dos filmes de Indiana Jones. Para o crítico Brian VanHooker, do Polygon, essa simplicidade pode refletir uma mudança na visão de Spielberg sobre o governo e o interesse público.

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Fonte da imagem: Polygon

A sensação de espetáculo e deslumbramento infantil, marca registrada do diretor, é evocada não por dinossauros ou naves, mas por animais comuns que se comportam de maneira extraordinária. Assim como em ‘Jurassic Park’ o encanto vinha dos primeiros encontros com os braquiossauros, aqui o mesmo sentimento surge de situações inusitadas com criaturas do dia a dia. O clímax reserva uma revelação grandiosa, nos moldes dos finais épicos de ‘E.T.’ e ‘Contatos Imediatos’, mas o texto evita dar mais detalhes para não estragar a surpresa.

Apesar de não trazer inovações tecnológicas de ponta – como a bicicleta voadora de ‘E.T.’ –, o filme usa efeitos visuais existentes de forma inteligente, criando cenas que parecem grandiosas mesmo sem o fator novidade. Na era do MCU, ‘Duna’, ‘Avatar’ e os novos ‘Planeta dos Macacos’, ‘Disclosure Day’ não provoca o clássico ‘como ele fez isso?’, mas compensa com uma narrativa aventureira e idealista.

O longa é descrito como a reprodução mais fiel do clima dos anos 1980 que Spielberg já fez desde então, com o ritmo de ‘Minority Report’ e o coração de seus primeiros sucessos. A mensagem central – de que informações sobre alienígenas não devem ser privilégio de poucos, mas sim de toda a humanidade – ecoa o espírito de filmes como ‘Arquivo X’ e promete conquistar quem sempre acreditou que a verdade está lá fora.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/disclosure-day-review-steven-spielberg/.

Fonte: Polygon.

Polygon.com.

2026-06-09 16:00:00

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