Silent Hill: Townfall chega esta semana para PS5 e PC, desenvolvido pelo estúdio indie Screen Burn, conhecido por jogos como Observation. O título coloca o jogador no papel de Simon, um homem que chega a uma pequena cidade escocesa e logo percebe que algo está errado: as ruas estão desertas, cobertas pela clássica névoa da série, e criaturas que parecem saídas de Hellraiser perseguem quem ousa andar por ali. A missão é descobrir o que aconteceu e, claro, tentar não morrer nas mãos das monstruosidades mutantes.

O que mais chama atenção em Townfall é a jogabilidade. O game tem muito em comum com walking simulators como Firewatch e Everybody’s Gone to the Rapture, onde a experiência gira em torno de explorar o espaço e desvendar a história de forma orgânica. Na prática, isso significa vasculhar casas abandonadas e centros médicos, ler arquivos e ouvir mensagens de telefone que revelam o histórico horripilante da cidade. Só que o título também adiciona camadas mais tradicionais de terror.

Existe um combate leve, mas o foco maior está no stealth. Para chegar onde precisa, muitas vezes o jogador terá que se esgueirar por monstros imprevisíveis, que caçam de forma irracional enquanto gritam e se contorcem de dor. A dinâmica lembra Alien: Isolation: há um dispositivo portátil que indica onde os inimigos estão, e é possível se esconder em armários e galpões na esperança de não ser visto. Segundo a fonte que jogou o título, a experiência é assustadora e, mesmo com as mudanças de gameplay e cenário, ainda mantém a essência de Silent Hill.

A chegada de Townfall faz parte de uma retomada mais ampla da franquia. Depois de ficar praticamente adormecida após o cancelamento de Silent Hills, projeto de Hideo Kojima e Guillermo del Toro, em 2015, a Konami sinalizou o retorno da série com uma leva de anúncios em 2022. Nem tudo deu certo: um filme lançado no início deste ano passou com pouco alarde, e a série interativa Ascension é melhor deixar de lado. Nos games, porém, a coisa engrenou. O remake de Silent Hill 2 preparou o terreno ao apresentar o título mais querido da série para um novo público, enquanto Silent Hill F trouxe uma experiência assustadora com ambientação própria e gameplay mais voltado para RPG.

O momento também é bom para Resident Evil, que vive uma fase forte entre games e cinema. A Capcom vem construindo essa sequência desde Resident Evil 7, que ressuscitou a série com perspectiva em primeira pessoa e sustos mais viscerais. Desde então, a empresa alternou remakes de clássicos como Resident Evil 4 e novas abordagens, como Village, com sua pegada vampiresca. Neste ano, Requiem tentou misturar ação direta com terror em primeira pessoa. No cinema, a franquia ganhou um reboot dirigido por Zach Cregger, de Weapons, que aposta em um ponto de vista diferente: em vez de seguir Leon ou Claire, acompanha um entregador azarado que funciona como um stand-in para quem é péssimo em jogos de survival horror. O longa teve a melhor estreia de bilheteria da história da franquia.

Visão Gamer: Townfall representa uma aposta clara em stealth e exploração para a série, misturando a estrutura de walking simulator com elementos de horror mais tradicionais. Para quem curte jogos que valorizam descoberta de história e tensão constante, a combinação pode ser um diferencial. A chegada do título ao PS5 e PC também marca mais um passo da Konami na retomada da franquia nos games, depois de anos de ausência.










Leia mais aqui em inglês: https://www.theverge.com/entertainment/1000595/silent-hill-townfall-resident-evil.
Fonte: The Verge.
Gaming | The Verge.
2026-09-25 14:10:00








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