A franquia Resident Evil tem 11 jogos principais, e organizar essa lista em ordem de qualidade é tarefa que sempre rende discussão. Com a chegada de Resident Evil Requiem, o ranking ganhou uma nova peça — e ela já entrou direto na parte de cima. Vale lembrar que a lista agrupa os jogos e seus remakes como uma única entrada, já que o foco é o peso de cada título dentro da história da série.

Na lanterna aparece Resident Evil 5. Mesmo com defensores que apontam nuances na trama e um co-op que funciona bem, a avaliação é de que o jogo envelheceu mal como shooter em terceira pessoa. Logo acima, Resident Evil 6 ocupa a décima posição. Apesar de problemas de jogabilidade e arcos fracos, o título é reconhecido por abraçar a energia de filme B da série e por ter em Leon uma das tramas mais subestimadas da franquia.

Resident Evil 0 fica em nono. O prólogo no trem é um cenário marcante, mas o jogo acaba funcionando mais como complemento ao remake do primeiro título para GameCube do que como peça essencial. Em oitavo está Resident Evil Code: Veronica, cujo legado deve ser redefinido pelo remake que está por vir. Na época, foi aclamado como um auge da série; hoje, os controles exigem paciência para aproveitar a história de Claire Redfield.

Resident Evil Village ocupa o sétimo lugar. É um jogo desigual: a seção da casa da boneca está entre os melhores momentos da série, enquanto a fábrica do Frankenstein não mantém o mesmo nível. Essa variedade de segmentos faz com que Village agrade de formas diferentes dependendo do jogador.

Resident Evil 3 vem em sexto. O remake de 2020 não elevou o material original como o de Resident Evil 2 em 2019, mas o clássico Resident Evil 3: Nemesis segue especial. O perseguidor implacável virou marca registrada da franquia, e o jogo é uma das poucas oportunidades de Jill Valentine brilhar.

Resident Evil Requiem já aparece em quinto. Ainda é cedo para cravar seu lugar definitivo, mas a estrutura de dois protagonistas — equilibrando o pesadelo pessoal de Grace Ashcroft e o trauma maior da destruição de Raccoon City pelos olhos de Leon S. Kennedy — e a transição entre survival horror e ação pura rendem elogios à execução do arco.

Resident Evil 7 fica em quarto. Depois de dois tropeços seguidos, o jogo de 2017 foi a sacudida necessária ao voltar para o survival horror e se tornar o título mais assustador da série. A história de Ethan Winters e o mofo não tem o mesmo peso da saga de Raccoon City, mas provou que ainda havia espaço para novas narrativas no universo.

O terceiro lugar é do Resident Evil original. Seja na versão de PS1 ou no remake de GameCube, é o jogo mais focado da franquia, com a Mansão Spencer como uma caixa de quebra-cabeça perfeita e atmosférica, jump scares eficientes, chefes memoráveis e o melhor elenco da série.

Resident Evil 2 fecha em segundo. Antes do remake de 2019, o original provavelmente levaria vantagem, mas a releitura da Capcom reforçou o quanto a passagem de Leon e Claire pela delegacia de Raccoon City é uma grande história de terror. O jogo ampliou o mundo sem perder a intimidade e apresentou Leon como um policial novato completamente fora de sua profundidade.

Visão Gamer: Para quem quer entrar na saga ou revisitar os clássicos, o ranking ajuda a entender quais títulos carregam mais peso narrativo e quais envelheceram de forma mais complicada. A presença de Requiem já no top 5 indica que a nova geração da franquia chegou com força, enquanto a ausência de um remake de Code: Veronica no mercado mantém a expectativa sobre como a Capcom vai reposicionar esse capítulo.


Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/resident-evil-games-ranked/.
Fonte: Polygon.
2026-09-18 10:00:00








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