A Netflix divulgou a primeira imagem de sua aguardada série live-action de Scooby-Doo, e a novidade é histórica: pela primeira vez em quase 60 anos de franquia, o personagem-título será interpretado por um cachorro de verdade. A produção, intitulada Scooby-Doo: Origins, está em andamento em Atlanta e marca uma ruptura com a tendência de Hollywood de usar animais gerados por computador.
Em vez de recorrer a um Scooby-Doo em CGI, como fizeram os filmes live-action dos anos 2000 estrelados por Freddie Prinze Jr., Sarah Michelle Gellar, Matthew Lillard e Linda Cardellini, a Netflix optou por um Grande Dinamarquês real. A imagem de divulgação mostra o cão em pose clássica, e fontes próximas à produção confirmaram ao site Polygon que o animal é genuíno — tanto na foto quanto no set de gravações.

A decisão contraria o movimento atual da indústria, que tem substituído cada vez mais animais reais por versões digitais, impulsionado por avanços nos efeitos visuais e por preocupações com o bem-estar animal. A Netflix aposta que um cão de verdade ainda traz um charme especial para as telas. Com isso, Scooby-Doo se junta a uma linhagem canina ilustre, que inclui Uggie, o Jack Russell Terrier de O Artista; Cha Cha, o pit bull que interpretou Daisy em John Wick; e os vários collies que viveram Lassie no cinema e na TV.
A Netflix não revelou o nome do cão ator que interpreta Scooby, então não se sabe se ele é estreante ou veterano. De qualquer forma, sua popularidade no IMDb StarMeter deve disparar quando a série estrear.
Scooby-Doo: Origins é uma releitura moderna dos primeiros dias da Mistério S.A. De acordo com a Netflix, a trama começa no último verão dos amigos no acampamento, quando Shaggy Rogers e Daphne Blake se envolvem em um mistério envolvendo um filhote de Grande Dinamarquês perdido e solitário, que pode ter testemunhado um assassinato sobrenatural. Para resolver o caso, eles se juntam a Velma Dinkley, descrita como uma cientista local, e Freddy, um estranho mas bonito recém-chegado. Juntos, os quatro adolescentes são arrastados para um mistério que ameaça expor segredos enterrados há muito tempo, enquanto mergulham no que a Netflix chama de “pesadelo assustador”.

O elenco inclui Mckenna Grace como Daphne, Tanner Hagen como Shaggy, Abby Ryder Fortson como Velma, Maxwell Jenkins como Fred e Paul Walter Hauser em um papel não revelado. A série é comandada pelos showrunners, roteiristas e produtores executivos Josh Appelbaum e Scott Rosenberg, cujos créditos incluem os filmes As Tartarugas Ninja (de Michael Bay), a série Zoo (da CBS), a superprodução de espionagem Citadel (da Amazon) e a produção do live-action de Cowboy Bebop para a Netflix.
Embora não seja uma reformulação tão drástica quanto a recente série Velma, da HBO Max, Origins representa mais uma tentativa significativa de reinserir a Mistério S.A. no vocabulário de uma nova geração — com ares de “Riverdale para o Scooby”. A premissa também parece apostar mais no horror sobrenatural do que muitas encarnações anteriores da franquia, aproximando-se de Os 13 Fantasmas de Scooby-Doo na cronologia, para quem quiser ir mais fundo.
Scooby-Doo: Origins tem estreia global prevista para 2027 na Netflix. Uma questão, porém, permanece sem resposta: o cachorro vai falar? A Netflix se recusou a revelar ao Polygon se a magia do CGI permitirá que o cão articule palavras, como em Babe – O Porquinho Atrapalhado. Portanto, mais um mistério a ser desvendado.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/netflix-scooby-origins-dog-casting-cg/.
Fonte: Polygon.
Polygon.com.
2026-06-08 14:37:00








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