2026 está sendo o ano em que as grandes marcas finalmente destravaram a evolução dos mouses gamer. Depois de um bom tempo de avanços tímidos, fabricantes como Logitech, Razer, SteelSeries, Keychron e Finalmouse colocaram na mesa tecnologias que mudam de verdade a experiência de quem joga — de cliques hápticos a sensores sincronizados.

A Logitech saiu na frente. Segundo o chefe de engenharia da empresa, em declaração ao repórter Jacob Fox, a companhia sabia que tinha uma pepita de ouro nas mãos e por isso pegou todos os atalhos possíveis. A consequência disso apareceu rápido: um X3 Superstrike aprimorado foi lançado apenas sete meses depois do X2 Superstrike, algo que certamente incomoda quem comprou o modelo anterior no começo do ano.

A concorrência não ficou parada. A Keychron trabalha no que chama de switch de mouse da próxima geração, capaz de alternar entre modo óptico e magnético dentro do mesmo switch. A ressalva é que a sensação do clique é estática, ou seja, não dá para ajustá-la para alinhar perfeitamente com o ponto de atuação como acontece no Superstrike. Já a Finalmouse, marca de nicho, mostrou seus cliques analógicos TMR.

Na Razer, o destaque é o FrameSync. Até onde se sabe, é a única empresa oferecendo esse tipo de tecnologia — o Motion Sync é outra coisa. Testes independentes indicam que o FrameSync entrega o que promete.

A SteelSeries aposta em duas frentes: ultra-wideband (UWB) e o verdadeiro 8K. Segundo a empresa, é a primeira a usar UWB em um mouse, fora a japonesa Elecom, que anunciou um modelo parecido poucas semanas antes. A promessa do UWB é uma conexão sem fio mais estável e confiável. Já o 8K verdadeiro significa, de acordo com a SteelSeries, que o polling não agrupa pacotes de dados: envia um pacote para cada recebimento. A Elecom faz alegações semelhantes sobre seu mouse. A SteelSeries também permite usar uma taxa de polling do sensor menor que a dos cliques, mas como a taxa do sensor é considerada mais importante, esse recurso não muda muito o jogo.

Nenhuma dessas tecnologias, sozinha, empolga tanto quanto cliques hápticos ou sensores sincronizados. Mas se outras marcas seguirem o movimento e adicionarem recursos parecidos aos seus mouses, dificilmente alguém vai reclamar.

Vale lembrar que as fabricantes de mouses não produzem todos os componentes internos — a Logitech até desenha seus próprios sensores, mas sensores, switches e afins normalmente saem de parcerias com fabricantes especializados. Isso significa que as novidades vistas neste ano não devem ficar presas a uma única marca para sempre, a menos que as empresas tenham patentes muito bem amarradas.
Visão Gamer: para quem joga, o recado é que 2026 deve ser um ano com mais opções reais de upgrade em mouses, especialmente para quem depende de resposta rápida em jogos competitivos. Recursos como FrameSync, UWB e cliques ajustáveis podem virar diferencial prático — e, se a tendência de outras marcas copiarem se confirmar, a briga por preço e disponibilidade tende a beneficiar o jogador.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/hardware/gaming-mice/2026-is-the-year-big-brands-have-finally-pushed-gaming-mouse-technology-forwards/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-10-03 13:00:00








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