Frieren: Beyond Journey’s End virou um daqueles casos raros de anime que conquistam público fiel sem apelar para o óbvio. A adaptação do estúdio Madhouse para o mangá de Kanehito Yamada já entregou duas temporadas, e uma terceira ainda está por vir. Enquanto ela não chega, dá para matar a saudade com obras que compartilham o mesmo espírito: jornadas longas, companheiros de viagem e aquela atmosfera tranquila que faz Frieren ser tão diferente.

A série mistura convenções do shonen com uma reflexão sobre a passagem do tempo, a profundidade das conexões humanas e a importância de aproveitar o caminho. Mesmo quando tem ação, o foco está nos momentos silenciosos, carregados de nostalgia. Os animes abaixo não são cópias de Frieren, mas dialogam com esse clima de formas diferentes.

Começando pelas jornadas mais filosóficas, Kino’s Journey acompanha uma adolescente estoica viajando por países estranhos ao lado de uma moto falante chamada Hermes. A regra de nunca ficar mais de três dias em um lugar reforça a solidão e a dor que permeiam a obra, mas também abrem espaço para apreciar a beleza do mundo. Já Haibane Renmei, de Yoshitoshi Abe, é um tesouro surreal de 13 episódios: Rakka, uma haibane recém-nascida, cai do céu e precisa entender sua nova existência na cidade murada de Glie, em uma exploração melancólica sobre tempo e mortalidade.

Quem gosta da ideia de um ser imortal descobrindo o que é humanidade tem duas opções fortes. Em To Your Eternity, de Yoshitoki Ōima, o protagonista Fushi começa como um orbe branco e vai assumindo formas de seres vivos, incluindo um lobo. Após um garoto solitário confundir o lobo com seu animal perdido, os dois criam um vínculo que termina em tragédia. A obra disseca a dor de sobreviver a companheiros mortais, enquanto Frieren foca mais em valorizar os laços passageiros. Já The Faraway Paladin coloca um garoto chamado Will sendo criado na cidade dos mortos por três guardiões mortos-vivos, que não são exatamente especialistas em vida humana.

Para quem prefere algo mais terreno, Girls’ Last Tour acompanha Chito e Yuuri em um mundo pós-apocalíptico, viajando de moto meia-lagarta em busca de comida e abrigo. Sem elementos fantásticos tradicionais, a obra encontra beleza em máquinas descartadas e poemas esquecidos, equilibrando a melancolia com a determinação das duas em achar alegria no presente. Já Witch Hat Atelier, de Kamome Shirahama, traz Coco aprendendo magia com a bruxa Qifrey depois de uma tragédia separá-la da mãe. Mesmo com covens secretos e feitiços proibidos, a jornada é sobre admiração e aceitação.

Fechando a lista, Violet Evergarden acompanha uma ex-soldado que, após perder os braços na guerra, vira uma Auto Memory Doll — uma espécie de escritora fantasma profissional. A série é um exercício de empatia, com Violet aprendendo a se conectar com as experiências alheias para entender as próprias emoções. E Wandering Witch: The Journey of Elaina segue a maga de cabelos brancos que sai pelo mundo após crescer ouvindo histórias sobre a bruxa Niké, aprofundando aos poucos sua compreensão sobre a transitoriedade da vida.

Visão Gamer: Para quem joga e também acompanha anime, a lista funciona como um guia de espera até a terceira temporada de Frieren. As obras citadas não são jogos, mas compartilham características que muitos jogadores valorizam em narrativas: jornadas longas, construção de vínculos e exploração de temas como tempo e perda. É um material útil para quem gosta de histórias com ritmo mais lento e reflexivo, seja em anime ou em RPGs narrativos.






Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/best-anime-like-frieren-to-watch-stream-cozy-fantasy/.
Fonte: Polygon.
2026-09-26 08:04:00








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