Fire Emblem: Fortunes Weave cobra caro de quem só treina os favoritos

Fire Emblem: Fortune’s Weave tem um jeito bem específico de punir quem aposta todas as fichas em um grupinho pequeno de personagens. No começo, o jogo entrega um time de unidades fortes e carismáticas, e a tentação de ignorar o resto do elenco é enorme. O problema aparece lá na frente, quando o War Arc, na Parte 2, cobra uma escalação muito mais ampla do que a maioria dos jogadores terá preparada.

Fire
Fonte da imagem: Polygon

Antes disso, o jogo até ajuda a manter a zona de conforto. As batalhas de exploração de dungeon e os skirmishes costumam limitar o esquadrão a cinco ou seis personagens. Nos Heroic Games o teto de unidades é um pouco maior, mas nas rodadas iniciais os personagens convidados preenchem as vagas que faltam. Quando a dificuldade sobe no fim da Parte 1 — ou mais cedo, para quem joga com Dietrich —, é o grupo principal que segura as pontas. Os outros ficam para trás, parados na classe inicial, com crescimento de atributos sofrível.

O relato de quem passou por isso é bem claro: jogando com Dietrich, ele terminou a Parte 1 perto do nível 40, com Esmeralda, Mikaela e Fabio na casa dos 30 e Io logo atrás. Nydine, Yang Jie, Alexandra, Lysander, Noctula e Dante ficaram treinados em graus variados, mas abaixo do ideal. Kiroc, ignorado com frequência, também estava lá. Recrutar mais personagens era possível, mas a essa altura o tempo livre, os fundos e os presentes já tinham sido mal administrados por cerca de dez capítulos.

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Image: Intelligent Systems/Nintendo via PolygonFonte da imagem: Polygon

Aí começa o War Arc. O menor limite de unidades no segundo ato é 15, e mesmo com dois convidados automáticos — mais dois convidados nomeados caso o time ainda esteja abaixo de 15 — a pressão é grande. Enfrentar dezenas de inimigos e reforços, incluindo elefantes gigantes, em mapas traiçoeiros com poucos personagens realmente úteis é difícil e cansativo. As batalhas do Ato 3 são ainda maiores e mais exigentes.

Anatolia
Fonte da imagem: Polygon

A lição prática é simples: não ignore as outras unidades e recrute sempre que possível. Não é necessário colocá-las em combate para subir de nível. O War Arc tem um recurso que permite nivelar todo mundo antes de uma batalha. Mesmo assim, vale investir em habilidades e trocar de classe para melhorar o crescimento de atributos. Nos trechos com quase 200 turnos de tempo livre, dá para gastar uma semana in-game em atividades automáticas, colocando as unidades de nível baixo em exercícios de combate para subir. O esforço compensa depois.

Visão Gamer: Para quem está começando Fortune’s Weave, o recado é direto: o jogo recompensa quem distribui atenção entre o elenco, não quem monta um time só com os favoritos. Como o War Arc exige um número mínimo de 15 unidades e as batalhas seguintes crescem ainda mais, investir cedo em recrutamento, troca de classe e treino paralelo pode evitar uma parede de dificuldade no meio da campanha.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/fire-emblem-fortunes-weave-favorite-characters-arent-enough/.

Fonte: Polygon.

2026-09-23 16:00:00

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