Filmes de Ghost Rider com Nicolas Cage voltam ao streaming gratuito; relembre a polêmica franquia

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Fonte da imagem: Polygon
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Os dois filmes de Ghost Rider estrelados por Nicolas Cage, que há anos dividem opiniões entre fãs e críticos, estão de volta ao streaming gratuito. As produções, que chegaram aos cinemas em 2007 e 2012, respectivamente, agora podem ser assistidas no Tubi, plataforma que oferece conteúdo sem custo. A volta acontece em um momento oportuno, já que a Marvel anunciou que pretende dar uma nova chance ao personagem Johnny Blaze, com Ryan Gosling cotado para o papel. Para os curiosos e saudosistas, é a oportunidade perfeita para rever (ou descobrir) as versões de Cage como o motoqueiro fantasma.

Nicolas Cage não é apenas um ator que interpretou personagens de quadrinhos; ele é, possivelmente, o maior fã de HQs entre todas as celebridades. O astro mudou seu nome artístico em homenagem a Luke Cage, da Marvel, para se diferenciar do tio famoso, o diretor Francis Ford Coppola. Além disso, batizou um dos filhos de Kal-El, o nome kryptoniano do Superman, e chegou a possuir uma coleção de gibis avaliada em milhões de dólares, incluindo um exemplar de Action Comics #1, a primeira aparição do Superman. Cage também é o único ator a interpretar tanto o Superman quanto uma versão do Homem-Aranha. Mas, para muitos, seu papel mais marcante nos quadrinhos foi como Johnny Blaze, o Ghost Rider, em duas adaptações live-action que, com o tempo, ganharam uma reputação controversa.

Apesar das críticas negativas que se acumularam ao longo dos últimos 15 anos, os dois filmes foram sucessos de bilheteria e contaram com elencos surpreendentemente bons. No primeiro longa, de 2007, o público viu Eva Mendes, Peter Fonda, Sam Elliott e o saudoso Anthony Head. Já na sequência, Ghost Rider: Espírito de Vingança (2012), o time incluiu Idris Elba, Christopher Lambert e novamente Anthony Head. Mesmo assim, a palavra que mais aparece nas avaliações é “sem vida”. Porém, como bem lembra o texto original, há uma diferença enorme entre um filme ruim comum e um filme ruim com Nicolas Cage. Mesmo na fase de fracassos, quando aceitava qualquer trabalho para pagar dívidas com o fisco, Cage sempre entregou 100% de si. No pior dos casos, vira meme; no melhor, vira lenda. E é isso que dá aos filmes do Ghost Rider um certo poder.

A trama do primeiro filme apresenta Johnny Blaze em 1986, como um jovem dublê de moto que faz um pacto com o demônio Mefisto para curar o câncer do pai. No dia seguinte, o pai morre em um acidente de moto sem relação com o pacto. Duas décadas depois, Johnny (Cage) se tornou uma lenda no esporte, mas ainda deve sua alma a Mefisto. A dívida é cobrada quando Blackheart (Wes Bentley, de Yellowstone), filho do demônio, chega à Terra em busca de um contrato perdido que pode lhe dar poder para derrubar o pai. Mefisto transforma Johnny no Ghost Rider, um vingador com uma caveira em chamas, para enfrentar Blackheart.

Um aspecto interessante das duas produções é que elas são surpreendentemente fiéis aos quadrinhos, principalmente se comparadas a outras adaptações da época. Blade, por exemplo, foi uma reinvenção quase total do personagem, enquanto o Hulk de Ang Lee misturou novas ideias com diferentes continuidades dos gibis. Ghost Rider até muda alguns detalhes, como Johnny vendendo a alma para salvar o pai em vez de seu mentor Crash Simpson, mas ainda é muito mais reconhecível como uma adaptação dos quadrinhos do que outros filmes pré-MCU. Já a sequência, Espírito de Vingança, sai dos trilhos de um jeito bem hollywoodiano, apresentando Danny Ketch como uma criança, e não como o irmão perdido de Johnny.

Por méritos próprios, é fácil entender por que Ghost Rider não agradou a muita gente. Os vilões parecem uma banda de metal pouco convincente, em vez de anjos caídos, e os efeitos especiais de 2007 envelheceram mal. O próprio Ghost Rider, muitas vezes, parece um GIF de caveira giratória que você colocaria na sua página do Geocities em 1998. Há filmes feitos dez anos antes, com orçamento 1% do tamanho, que parecem melhores. Mas o que importa é Cage, que se esforça ao máximo sempre que o roteiro pede para ele parecer que está queimando por dentro. O filme rende ótimas “Cage Faces” — em uma escala de 1 a 10, em que 10 é Face/Off, Ghost Rider fica com um sólido 7. Isso conta pontos.

Na real, Ghost Rider não é um filme tradicionalmente ruim, mas sim uma produção que chegou cedo demais. Se tivesse apostado mais em efeitos práticos, ou se fosse uma animação, provavelmente seria lembrado com mais carinho. Já Espírito de Vingança, que é bem mais barato e tem vilões piores, não tem essas desculpas. Mas, se a sua ideia de uma noite agradável é ver Nicolas Cage tentando fazer os olhos saltarem para fora da órbita, você pode fazer escolhas muito piores do que assistir aos filmes do Ghost Rider.

Os dois longas, Ghost Rider e Ghost Rider: Espírito de Vingança, já estão disponíveis gratuitamente no Tubi. A notícia chega em um momento em que a Marvel planeja uma nova abordagem para o personagem, com Ryan Gosling cotado para interpretar Johnny Blaze. Para os fãs de Cage e dos quadrinhos, é uma chance de revisitar essas obras controversas e tirar as próprias conclusões.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/nicolas-cage-ghost-rider-streaming-august-2026/.

Fonte: Polygon.

2026-08-16 00:00:00

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