Expansão Songs of the Past de The Witcher 3 chega em 2027 e pode servir de prólogo para The Witcher 4

A CD Projekt Red confirmou oficialmente, após meses de especulação, que lançará uma nova expansão para The Witcher 3: Wild Hunt. Intitulada Songs of the Past, a DLC está prevista para chegar apenas em 2027, deixando os fãs ansiosos por mais aventuras no Continente. Enquanto isso, resta aos jogadores revisitar o clássico pela enésima vez.

Antes do anúncio, rumores indicavam que a expansão poderia funcionar como uma ponte entre os eventos de The Witcher 3 e o aguardado The Witcher 4, que terá Ciri como protagonista. A CD Projekt Red não descartou essa possibilidade. O co-CEO Michał Nowakowski descreveu Songs of the Past como “de certa forma, um prólogo, embora não seja um prólogo no sentido literal – é um prólogo para o verdadeiro The Witcher 4”.

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Image: CD Projekt Red via PolygonFonte da imagem: Polygon

Inicialmente, o título “Songs of the Past” e o envolvimento do estúdio Fool’s Theory, responsável pelo remake de The Witcher, levaram muitos a acreditar que a expansão levaria os jogadores de volta às aventuras iniciais de Geralt. No entanto, Nowakowski sugeriu que a história pode avançar no tempo, trazendo novas enrascadas para o bruxo.

Apesar disso, o autor do artigo da Polygon reflete sobre o potencial de um jogo que adaptasse diretamente as histórias e personagens da saga literária de Andrzej Sapkowski, composta por nove livros. The Witcher 3 já vendeu mais de 65 milhões de cópias, mas nem todos os jogadores conhecem a fundo os livros. A trilogia de jogos da CD Projekt Red se passa após os eventos das obras originais, ignorando em parte o final canônico dos romances para seguir seu próprio caminho.

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Image: CD Projekt RedFonte da imagem: Polygon

Os dois primeiros livros são coletâneas de contos que apresentam Geralt, o bardo Dandelion, a feiticeira Yennefer, Ciri e outros. Muitas dessas histórias, como “Um Grão de Verdade”, em que Geralt investiga uma mansão isolada, seriam perfeitas como missões secundárias em um jogo. O primeiro título da série já adaptou o conto “O Bruxo”, mostrando o potencial dessas narrativas.

Já a série de romances começa com Geralt protegendo Ciri após a invasão de seu reino por Nilfgaard. Ele a leva para Kaer Morhen e a treina como caçadora de monstros, algo que The Witcher 3 mostra brevemente em flashbacks. Após o Golpe de Thanedd, no segundo livro, eles se separam e seguem caminhos distintos. Geralt passa a maior parte da saga procurando Ciri, reunindo aliados como o vampiro Regis – que aparece na expansão Blood and Wine – e enfrentando batalhas entre Nilfgaard e os reinos do norte.

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Fonte da imagem: Polygon

Um jogo baseado nessas aventuras poderia inovar ao incluir múltiplos personagens jogáveis, como a arqueira Milva e o soldado nilfgaardiano Cahir, cada um com estilos de jogo distintos. Ou, mantendo Geralt como único protagonista, um sistema de diálogo ao estilo BioWare ajudaria a criar laços com esses companheiros.

A CD Projekt Red já demonstrou que adaptações dos livros funcionam: Thronebreaker: The Witcher Tales, lançado em 2018, acompanha a rainha Meve de Lyria e Rivia em sua luta contra Nilfgaard, usando o sistema de cartas Gwent. O jogo se destaca pela moralidade ambígua, onde nenhuma escolha é claramente boa ou certa, algo que uma adaptação dos romances poderia explorar.

Apesar do apelo, uma adaptação direta dos livros parece improvável. Se a CD Projekt Red quisesse seguir esse caminho, provavelmente o teria feito há 20 anos, no primeiro jogo da série. Em vez disso, a desenvolvedora criou uma saga original, que continua rendendo frutos até hoje.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/the-witcher-books-could-make-great-games/.

Fonte: Polygon.

Polygon.com.

2026-05-29 18:09:00

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