A Wizards of the Coast anunciou Dungeons & Dragons: World of Warcraft, novo livro de regras que transporta o universo de Azeroth para o sistema de D&D 5.5 Edition. O lançamento está marcado para 17 de novembro e faz parte da linha Universes Beyond, que licencia propriedades de outras franquias para o RPG de mesa.

O material foi pensado para atrair tanto quem joga o MMORPG da Blizzard desde 2004 quanto mesas de D&D que procuram um cenário de lore denso, na linha de Dragonlance ou Eberron. A proposta é oferecer uma aventura que vai da dungeon inicial The Deadmines até a batalha final contra o Lich King em Icecrown Citadel, com um módulo digital que acompanha o livro.

A grande aposta está nas lutas contra chefes. Durante uma coletiva de imprensa virtual, o designer sênior Joey Haeck explicou que o livro usa como base as criaturas mythic apresentadas em Mythic Odysseys of Theros, de 2020. Nesse formato, quando um inimigo chega a zero de vida, ele recupera os pontos de vida e volta com novas habilidades. Segundo Haeck, há criaturas mythic de CR 4 para grupos de nível baixo e outras de nível mais alto que se renovam mais de uma vez, criando batalhas prolongadas com novas ameaças a cada etapa.
O designer principal James Wyatt afirmou que o design dos chefes, tanto no livro quanto em Icecrown Citadel, empurra os limites da criação de monstros do time e que pretende continuar desenvolvendo essas ideias em D&D de forma mais ampla.

As mecânicas do MMO precisaram de adaptações para funcionar no ritmo do RPG de mesa. A frost mage Lady Jaina Proudmoore, por exemplo, ganhou uma habilidade que congela um personagem no lugar e usa esse alvo como centro de um ataque em área. Em vez de depender de magia de restauração, os jogadores podem resolver o problema causando dano de fogo. Já o Lich King amaldiçoa personagens para que eles liberem uma explosão que machuca quem está por perto no fim do próximo turno, obrigando o grupo a se espalhar. O designer sênior Ben Petrisor comentou que, apesar de WoW ser em tempo real, a essência das mecânicas foi transferida para os stat blocks e para o gameplay de mesa.

Além dos inimigos, o livro traz nove subclasses e mais de 40 especializações inspiradas nas habilidades dos personagens de WoW. A maioria se encaixa nas regras existentes, como o Domínio da Sombra para clérigos que querem jogar como Shadow Priest. Outras opções são mais ousadas, caso do Paladino do Juramento da Lâmina de Ébano, que transforma o guerreiro sagrado em Death Knight trocando não só características de especialização, mas habilidades centrais como Lay on Hands e Divine Smite. Wyatt disse que quer continuar explorando esse tipo de substituição em futuros livros de D&D.

Os designers reforçaram que o foco é permitir que jogadores de D&D explorem um cenário de fantasia popular, e não transformar o RPG de mesa em videogame. Não será preciso farmar loot, lidar com monstros que renascem nem recuperar vida e espaços de magia com um lanche rápido. Ainda assim, a parceria indica que subclasses mais transformadoras e batalhas contra chefes mais complexas podem aparecer também nos cenários clássicos do sistema.
Visão Gamer: Para quem joga D&D de mesa, a chegada de criaturas mythic com múltiplas fases e subclasses que substituem habilidades centrais pode mudar a forma de montar personagens e planejar combates. Já para fãs de World of Warcraft, o livro oferece uma porta de entrada para reviver dungeons e raids icônicas em outro formato, sem grind e sem respawn.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/dungeons-and-dragons-world-of-warcraft-preview/.
Fonte: Polygon.
2026-10-05 16:00:00








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