O Gerenciador de Tarefas do Windows existe desde 1995, mas só agora ganhou um sucessor oficial. Dave Plummer, engenheiro que trabalhou na Microsoft e ficou conhecido justamente por criar essa ferramenta, lançou o Task Manager OG, disponível para Windows, Linux e Mac. O programa foi desenvolvido com ajuda de inteligência artificial: Plummer escreveu uma especificação de 107 páginas, alimentou o Claude e programou parte do app enquanto cuidava do filho, que passou por uma cirurgia e complicações. Ele conta que, quando o filho recebeu alta, já tinha um protótipo funcionando.
A proposta do Task Manager OG é usar o hardware atual para empurrar os limites do que um gerenciador de tarefas pode fazer. O app roda a 60 Hz, mostra dados como rastreamento do mouse e uma página de resumo. Por padrão, o visual é neon e de alto contraste, algo que Plummer diz abraçar por causa do autismo. Mas a estética divide opiniões: o primeiro contato com o programa causa estranhamento, e há até efeito de bloom que pode ser desativado.

As diferenças não são só visuais. As leituras de uso de memória entre o Task Manager clássico e o novo são bem distintas. Em um teste, as abas do Chrome apareceram com cerca de 11 GB no TMOG contra pouco mais de 8 GB no Task Manager. O Slack marcou 1 GB no novo e 500 MB no antigo. Curiosamente, o total de memória usada pelo sistema foi o mesmo nas duas ferramentas: 68% dos 32 GB da máquina.
O Task Manager OG também consome mais recursos que o gerenciador nativo do Windows. Ele usou cerca de 120 MB de memória contra 105 MB, e 3-4% da CPU contra menos de 1%. Desligar os efeitos visuais de alta frequência reduz o uso da CPU para 2-3%, mas ainda assim fica acima do original. Plummer admite que o app é mais pesado, o que soa irônico para uma ferramenta que normalmente é aberta quando algo está errado no PC.

Na aba de desempenho, o TMOG mostra CPU, memória, GPU, internet e adiciona módulos de energia e térmicas. Porém, o módulo de energia não exibiu dados, e o de temperaturas marcou 16,9°C de forma consistente, um valor menor que a temperatura ambiente do local, o que sugere que não está lendo nada de fato.
Um ponto positivo é a receptividade do criador a feedback. Plummer parece disposto a implementar mudanças com base no que os usuários pedem, algo que a Microsoft costuma ser criticada por não fazer em seus apps.

O Task Manager OG ainda não tem preço definido nem data para a versão paga, o tal pro mode. Por enquanto, quem quiser pode baixar o app gratuitamente e testar.
Visão Gamer: Para quem usa o PC para jogar e gosta de monitorar o desempenho do sistema, o Task Manager OG pode ser uma alternativa interessante, mas as leituras diferentes e o consumo maior de recursos pedem cautela. Vale testar antes de abandonar o Gerenciador de Tarefas clássico, especialmente se você depende de números precisos para acompanhar o uso de memória e CPU.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/hardware/i-tried-the-sequel-to-task-manager-and-it-has-too-many-special-effects/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-08-28 16:30:00








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