Avatar: Seven Havens aposta em mundo pós-apocalíptico e mistério em nova fase da franquia

A franquia Avatar está de volta, mas não do jeito que os fãs conhecem. Avatar: Seven Havens, nova animação de Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko, chegou ao Paramount Plus com os três primeiros episódios disponíveis para streaming. A produção também conta com os produtores executivos Ethan Spaulding e Sehaj Sethi.

A grande virada aqui é o cenário: a história se passa 300 anos depois dos eventos de Avatar: A Lenda de Aang, ou 225 anos após A Lenda de Korra. As quatro nações que viviam em harmonia foram destruídas por um cataclismo misterioso, supostamente causado pela última Avatar, Korra. Os sobreviventes se refugiaram em sete Havens isolados, constantemente ameaçados por tempestades devastadoras e saqueadores.

Em Ellora, o Haven do Vento e da Areia, todos os dobradores são recrutados para uma brigada que protege a população dos elementos, bandidos e de uma infraestrutura em ruínas. O problema é que nascem cada vez menos dobradores a cada ano, e a brigada encolhe. Quando uma ameaça vinda do mundo espiritual surge, a própria sobrevivência de Ellora entra em risco.

A nova Avatar é Pavi, dublada por Saheli Khan, uma criança desajeitada que passa boa parte do tempo vasculhando lixo e conversando com pedras e insetos. Além do peso do poder, ela precisa lidar com o fato de que quase todos em Ellora enxergam a Avatar como o mal supremo. Sua irmã gêmea, Nisha (Aishu Devan), é mais disciplinada e serve como contraponto importante, com a relação entre as duas dando o tom emocional da trama.

Avatar:
Fonte da imagem: Polygon

O elenco de apoio inclui Jae (Major Curda), líder adolescente da brigada que quer agradar, e o Capitão Karthik (Akshay Khanna), gentil e paciente. Segundo a avaliação publicada, a série funciona bem como entretenimento para todas as idades porque todos os protagonistas enfrentam a mesma questão: sentir que estão em uma situação de altíssimo risco, com outros esperando respostas deles.

A animação mudou de estilo em relação às séries anteriores, com designs de personagens mais arredondados e ambientes menos naturalistas. As cores vivas, cristais pontiagudos e tempestades de raio dão ao cenário um ar ameaçador que reforça a ideia de Ellora como refúgio. As brigadas usam dobradores de todos os tipos em harmonia para resolver problemas, inclusive alimentando a tecnologia que protege o Haven.

A temporada tem 13 episódios por temporada, e a Paramount já aprovou duas. A avaliação publicada aponta que a série é mais focada em mistério do que as anteriores, usando flashbacks para revelar aos poucos o passado de Nisha e Pavi, com uma pegada que lembra Lost. Cada episódio de 22 minutos entrega ação e mantém o ritmo, mesmo que as respostas venham aos poucos.

Visão Gamer: Para quem acompanha a franquia desde A Lenda de Aang, a aposta em um mundo destruído e em uma Avatar rejeitada por todos é uma mudança e tanto. A estrutura de duas temporadas já garantidas dá espaço para a história se desenvolver sem pressa, mas fica a dúvida se o ritmo de mistério vai segurar a atenção do público acostumado com respostas mais rápidas.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/avatar-seven-havens-review/.

Fonte: Polygon.

2026-10-09 07:00:00

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