A linha ROG Zephyrus G14, da Asus, sempre foi uma das queridinhas dos entusiastas de notebooks finos e leves com capacidade para jogos e trabalho criativo. Desde seu lançamento em 2020, o modelo conquistou fãs — incluindo este redator, que comprou um para a esposa após ler sobre ele no The Verge. Agora, em 2026, a Asus renovou o G14 com processadores Intel Panther Lake, uma tela OLED ainda mais brilhante e, finalmente, um slot de cartão SD em tamanho real. Mas a grande novidade vem acompanhada de um preço que pode assustar: a configuração review sai por US$ 3.600, enquanto o modelo de entrada com Intel começa em US$ 3.450.

O novo G14 mantém o design refinado da reformulação de 2024, com pequenos ajustes estéticos, como mais segmentos de LED na iluminação frontal e aberturas circulares na base. Com 1,58 kg e espessura entre 16 e 18,3 mm, ele rivaliza em porte com o MacBook Pro de 14 polegadas. O teclado e o trackpad mecânico continuam entre os melhores da categoria — apenas os ThinkPads da Lenovo superam a sensação tátil das teclas. O trackpad, embora não clique nos quatro cantos como o de um MacBook Neo de US$ 600, oferece um feedback firme e satisfatório. Para jogos, a maioria dos usuários usará um mouse externo de qualquer forma.

A tela OLED de 2880 x 1800 pixels com 120 Hz está mais brilhante: 500 nits em SDR (contra 400 do modelo anterior) e impressionantes 1.100 nits em HDR. A seleção de portas foi levemente atualizada, com Thunderbolt 4 no lugar de USB4 e o já mencionado slot SD de tamanho completo. O áudio, com seis alto-falantes embutidos, é o mais próximo que um Windows laptop chega da qualidade sonora do MacBook Pro, com palco estéreo e graves encorpados. A webcam 1080p, porém, continua granulada em ambientes com pouca luz.
Em desempenho, o G14 não decepciona. A configuração testada vem com Intel Core Ultra 9 386H de 16 núcleos, Nvidia GeForce RTX 5070 Ti (com 5.888 núcleos CUDA e TGP de até 130W), 32 GB de RAM LPDDR5X e SSD de 1 TB. Em tarefas leves, como navegação e edição de fotos RAW no Adobe Lightroom Classic, o notebook se mantém rápido e silencioso, mesmo longos da tomada. A edição de centenas de fotos de 50 megapixels fluiu sem engasgos, com previews carregando rapidamente. Já em processamento pesado, como aplicar edições em lote, a máquina desacelera um pouco, mas ainda assim se mantém utilizável.

Para jogos, o G14 entrega o que promete. Em Battlefield 6, rodou a 65-70 fps na resolução nativa com preset High, sem necessidade de DLSS. Helldivers 2, que não suporta DLSS, alcançou 80-90 fps nas mesmas configurações. Marathon ficou confortavelmente na faixa dos 70 fps com DLSS em Quality. A parte inferior esquenta bastante durante as partidas, mas o teclado permanece tolerável, com leve aquecimento no apoio de mão esquerdo. O modo Turbo, que overclocka a GPU em 50 MHz e aumenta o TGP em até 20W, pode render até 10 fps extras, mas os ventiladores ficam altos o suficiente para exigir fones de ouvido.

A grande estrela, porém, é a bateria. Graças à eficiência do chip Panther Lake, o G14 durou mais de 17 horas em nosso teste de bateria (contra 8,5 horas do modelo AMD anterior). No uso real, com dezenas de abas do Chrome, Slack e streaming de música, passei de 10 horas com a tela a 80% de brilho. Se você usar a placa de vídeo dedicada por mais de uma hora, a autonomia cai para cerca de 5 a 6 horas — ainda assim respeitável para um notebook gamer.

Mas o preço é o elefante na sala. O G14 2026 custa US$ 1.000 a mais que a configuração equivalente do ano passado com AMD, que continua à venda por valores menores. A Asus manteve os modelos de 2025 como opções mais acessíveis, mas não há garantia de que esses preços não subam. Por US$ 3.600, você leva um notebook que, embora excelente, enfrenta concorrência pesada: um MacBook Pro 14 com M5 Max pelo mesmo valor oferece desempenho superior em tarefas de CPU e melhor bateria. O que diferencia o G14 é a capacidade de jogar qualquer título moderno com fluidez, algo que um Mac não faz.
No fim, o Zephyrus G14 continua sendo um dos notebooks mais versáteis do mercado — fino, leve, potente e com tela e som de primeira. Mas o aumento de preço, impulsionado pela escassez global de memória e pela estratégia da Asus, o transformou em um artigo de luxo. Se você pode pagar, terá uma máquina que faz quase tudo bem. Caso contrário, a geração anterior, com AMD e RTX 5060, ainda é uma excelente compra por menos de US$ 2.000 em promoção.
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Fonte: bestbuy.7tiv.net.
Gaming | The Verge.
2026-05-22 13:00:00








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