A Asus ROG Zephyrus G14 sempre foi uma referência entre os notebooks gamer finos e leves, e a versão de 2026 não foge à regra. Com a troca dos processadores AMD pelos novos Intel Panther Lake, a máquina ganhou desempenho ainda mais equilibrado entre trabalho e jogos, além de uma tela OLED mais brilhante e um slot de cartão SD em tamanho real – um pedido antigo dos criadores de conteúdo. O problema, como já vem acontecendo nos últimos anos, é o preço: o modelo avaliado custa US$ 3.600, quase o dobro do que se pagava há cinco anos por uma configuração intermediária.

A G14 de 2026 mantém o design refinado da geração anterior, com linhas sóbrias e iluminação LED na tampa. O teclado e o trackpad continuam entre os melhores da categoria, com teclas de curso profundo e um trackpad mecânico de resposta firme. A tela OLED de 14 polegadas (2880 x 1800, 120 Hz) agora atinge 500 nits em SDR e até 1.100 nits em HDR, um salto significativo em relação aos 400/500 nits do modelo de 2025. As seis caixas de som integradas entregam um som rico e com palco estéreo, rivalizando com o MacBook Pro.

Sob o capô, o processador Intel Core Ultra 9 386H de 16 núcleos e a GPU Nvidia GeForce RTX 5070 Ti (130W TGP) garantem desempenho de sobra. Em jogos como Battlefield 6, o notebook manteve entre 65 e 70 fps em resolução nativa no preset Alto, sem DLSS. Helldivers 2 rodou entre 80 e 90 fps, e Marathon ficou na casa dos 70 fps com DLSS em Qualidade. Para edição de fotos e vídeos, a máquina se saiu bem: editar centenas de RAW de 50 megapixels no Lightroom foi rápido, mesmo na bateria, com os fans quase silenciosos.

Um dos grandes destaques é a bateria. No teste de loop de vídeo, a G14 durou mais de 17 horas, contra 8,5 horas da geração anterior com AMD. No uso real, com dezenas de abas do Chrome, Slack e streaming de música, foi possível passar um dia inteiro de trabalho – cerca de 10 horas – com a tela em 80% de brilho. Claro, ao usar a GPU dedicada em jogos ou edição pesada, a autonomia cai para cinco ou seis horas, o que ainda é bom para um notebook gamer.

A conectividade também foi atualizada: agora são duas portas USB-C, sendo uma Thunderbolt 4, duas USB-A, HDMI 2.1, áudio de 3,5 mm e o tão esperado slot SDXC em tamanho real. A webcam de 1080p com infravermelho é apenas mediana em ambientes com pouca luz, e o SSD NVMe é cerca de 12% mais lento que o da geração anterior – pequenos pontos negativos num conjunto quase impecável.

O grande elefante na sala é o preço. O modelo de review, com 32 GB de RAM e 1 TB de SSD, custa US$ 3.599,99. A versão de entrada com 16 GB sai por US$ 3.450. Para comparação, a geração passada com AMD Ryzen 9 e RTX 5060 pode ser encontrada por menos de US$ 2.000 em promoção. A própria Asus mantém os modelos AMD de 2025 como opção mais barata, mas não há garantia de que os preços não subam. Você sempre pagou mais para ter mais, mas os notebooks Windows estão cada vez mais caros, justamente quando a maioria das pessoas tem menos poder de compra, resume a análise.
Se você busca um notebook que faça tudo – trabalhe, edite, jogue – e ainda seja portátil, a G14 2026 é uma das melhores opções. Mas, com o preço atual, ela deixou de ser um bom custo-benefício para se tornar um artigo de luxo. Para quem não precisa da última geração, a versão de 2025 com AMD continua sendo uma escolha muito mais racional.
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Fonte: bestbuy.7tiv.net.
Gaming | The Verge.
2026-05-22 13:00:00








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