A Asus renovou o ROG Zephyrus G14 para 2026 com processadores Intel Panther Lake, tela OLED mais brilhante e um slot SD de tamanho completo – algo raro em laptops finos. O modelo, que sempre foi queridinho de quem busca um notebook gamer portátil e versátil, agora entrega desempenho de sobra para jogos pesados e edição de fotos e vídeos, além de bateria que passa de 10 horas em uso leve. Mas o preço subiu a ponto de fazer o comprador pensar duas vezes: a configuração avaliada custa US$ 3.600 (cerca de R$ 20 mil em conversão direta), US$ 1.000 a mais que o modelo equivalente da geração anterior com chip AMD.

O G14 de 2026 mantém o design elegante e discreto que a Asus vem refinando desde a reformulação de 2024. A tampa agora tem mais segmentos de LED no slash iluminado, e os furos na base são circulares em vez de retangulares. Com 1,58 kg e espessura entre 16 e 18,3 mm, ele rivaliza em porte com o MacBook Pro de 14 polegadas. O teclado tem teclas de curso profundo, só perdendo em sensação tátil para os ThinkPads da Lenovo, e o trackpad mecânico é firme e satisfatório – embora não clique nos quatro cantos como o de um MacBook Neo de US$ 600.
A tela OLED de 2880 x 1800 pixels com 120 Hz é um dos grandes destaques. O brilho SDR saltou de 400 para 500 nits, e o HDR chega a impressionantes 1.100 nits, contra 500 nits do modelo 2025. As cores são vivas e o contraste infinito, ideal tanto para jogos quanto para trabalho criativo. O conjunto de seis alto-falantes entrega som rico e com palco estéreo, algo raro em Windows – o G14 é o único notebook com Windows que o revisor coloca próximo ao MacBook Pro em qualidade de áudio.

A conectividade também foi atualizada: além de duas portas USB-C (uma Thunderbolt 4, outra USB 3.2 Gen 2), duas USB-A, HDMI 2.1 e entrada de áudio de 3,5 mm, o grande destaque é o slot SD de tamanho completo (UHS-II), em vez do microSD de antes. Isso é uma mão na roda para fotógrafos e videomakers que precisam transferir arquivos de câmeras sem adaptadores.

Sob o capô, o modelo avaliado vem com Intel Core Ultra 9 386H (16 núcleos), Nvidia GeForce RTX 5070 Ti Laptop GPU (5.888 CUDA cores), 32 GB de RAM LPDDR5X soldada e SSD NVMe de 1 TB. O SSD é cerca de 12% mais lento que o da geração passada em leitura e gravação, mas ainda assim rápido. A webcam de 1080p é granada em pouca luz – ponto fraco que persiste.
Nos testes de desempenho, o G14 se saiu muito bem. No Geekbench 6, marcou 2.909 em single-core e 17.145 em multi-core; no Cinebench 2026, 517 e 4.645, respectivamente. No 3DMark Time Spy, a pontuação gráfica foi de 14.941. Para jogos, rodou Battlefield 6 a 65-70 fps em resolução nativa no preset Alto, sem DLSS; Helldivers 2 (que não suporta DLSS) foi a 80-90 fps; e Marathon ficou na casa dos 70 fps com DLSS em Qualidade. A parte inferior esquenta bastante, mas o teclado permanece tolerável.

A grande novidade é a eficiência energética do chip Panther Lake. No teste de bateria do The Verge, o G14 2026 durou mais de 17 horas, contra 8,5 horas do modelo AMD anterior. Em uso real misto (Chrome, Slack, streaming de música), o revisor obteve pouco mais de 10 horas com brilho a 80%. Claro, ao usar a placa de vídeo dedicada, a autonomia cai para 5 a 6 horas – ainda assim bom para um gamer.

O problema, como o próprio revisor admite, é o preço. O G14 sempre foi um notebook com boa relação custo-benefício, mas a configuração de entrada com Intel Panther Lake começa em US$ 3.450. Por US$ 3.600, você leva 32 GB de RAM e 1 TB de SSD. Enquanto isso, o modelo do ano passado com AMD Ryzen 9, RTX 5060 e 16 GB de RAM ainda pode ser encontrado por menos de US$ 2.000 em promoção. A Asus mantém as versões antigas à venda para oferecer opções mais baratas, mas não há garantia de que os preços não subam.
Para quem busca potência bruta, um MacBook Pro 14 com M5 Max pelo mesmo valor entrega desempenho superior em tarefas de CPU e bateria ainda melhor. Mas o G14 faz o que nenhum Mac faz: roda qualquer jogo moderno com fluidez. É um laptop que tenta ser tudo em um – e consegue, desde que você esteja disposto a pagar o preço de um carro usado. Como diz o revisor: o G14 sempre foi um notebook gamer excepcional para o dia a dia, mas costumava oferecer bom desempenho pelo dinheiro. Agora é mais um item de luxo caro.
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Fonte: bestbuy.7tiv.net.
Gaming | The Verge.
2026-05-22 13:00:00








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