A linha ROG Zephyrus G14, da Asus, sempre foi uma das favoritas entre quem busca um notebook gamer fino, potente e versátil. Desde o lançamento em 2020, o modelo conquistou fãs — incluindo este redator, que comprou um para a esposa após ler análises positivas. Agora, em 2026, a Asus renovou o G14 com processadores Intel Panther Lake, substituindo os chips AMD, e trouxe uma novidade muito bem-vinda: um slot de cartão SD em tamanho completo, em vez do microSD. O novo modelo é um dos notebooks mais equilibrados para trabalho e jogos, mas o preço subiu a um patamar que pode afastar muitos consumidores.

O novo Zephyrus G14 com Intel Core Ultra 9 386H, placa de vídeo Nvidia GeForce RTX 5070 Ti, 32 GB de RAM e 1 TB de SSD custa US$ 3.599,99 na configuração analisada. O modelo de entrada com Intel sai por US$ 3.450. Para comparação, a geração anterior com AMD Ryzen 9 e RTX 5060 ainda pode ser encontrada por menos de US$ 2.000 em promoções. O aumento é drástico: em 2021, este redator pagou menos de US$ 1.400 por um G14 com Ryzen 9 5900HS, RTX 3060, 16 GB de RAM e 1 TB de SSD, em condição de caixa aberta.

O que justifica esse preço? O G14 2026 mantém o design refinado da reformulação de 2024, com chassi compacto e peso de 1,58 kg — similar ao MacBook Pro de 14 polegadas. A tela OLED de 14 polegadas com resolução 2880 x 1800 e taxa de 120 Hz agora atinge 500 nits em SDR (contra 400 nits do modelo anterior) e impressionantes 1.100 nits em HDR. O teclado tem curso profundo e é superado apenas pelos ThinkPads da Lenovo, e o trackpad mecânico é firme e preciso. As seis caixas de som oferecem qualidade que rivaliza com a do MacBook Pro, algo raro em notebooks Windows.

O desempenho é outro ponto forte. Em tarefas do dia a dia, como navegação com dezenas de abas, Slack e streaming de música, a bateria dura mais de 10 horas — um feito para um notebook gamer. No teste de bateria do The Verge, o novo G14 atingiu mais de 17 horas, contra 8,5 horas da geração anterior com AMD. Em jogos, o G14 se sai muito bem: Battlefield 6 roda entre 65 e 70 fps em resolução nativa no preset Alto, sem DLSS; Helldivers 2 entrega de 80 a 90 fps; e Marathon fica na casa dos 70 fps com DLSS no modo Qualidade. O modo Turbo pode aumentar o desempenho em até 10 fps, mas as ventoinhas ficam mais audíveis.

Para trabalho criativo, o G14 também impressiona. A edição de centenas de fotos RAW de 50 megapixels no Adobe Lightroom Classic é fluida, mesmo na bateria, com ventoinhas quase silenciosas. O processador Panther Lake mantém o desempenho multicore e de GPU próximo ao de quando o notebook está ligado à tomada, algo raro em Windows. Em tarefas pesadas, como exportação de vídeo no Premiere Pro, o G14 leva 4 minutos e 20 segundos, contra 2 minutos e 47 segundos do MacBook Pro 14 com M5 — mas o MacBook não roda jogos com a mesma desenvoltura.

Apesar dos elogios, o preço é o grande ponto negativo. O G14 2026 custa US$ 1.000 a mais que a versão anterior com AMD, que tem desempenho semelhante em muitos cenários. A Asus manteve os modelos de 2025 no mercado para oferecer opções mais baratas, mas não há garantia de que esses preços não subam. Além disso, a webcam é granada em pouca luz, e o SSD é cerca de 12% mais lento que o da geração passada — problemas menores, mas que incomodam em um notebook tão caro.
O novo Zephyrus G14 é, sem dúvida, um dos notebooks mais versáteis do mercado: une portabilidade, tela excelente, bom desempenho em jogos e trabalho, e bateria duradoura. Porém, o preço elevado o coloca em uma categoria de luxo, distante da proposta original de custo-benefício que tornou a linha famosa. Para quem pode investir, é uma máquina excepcional; para os demais, a geração anterior ainda é uma escolha mais sensata.
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Fonte: bestbuy.7tiv.net.
Gaming | The Verge.
2026-05-22 13:00:00








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