A linha ROG Zephyrus G14, da Asus, sempre foi uma das queridinhas do mercado de notebooks gamer finos e leves. Desde seu lançamento em 2020, o modelo conquistou fãs — incluindo este que vos escreve, que comprou um para a esposa após ler elogios no The Verge. Agora, em 2026, a Asus renovou o G14 com processadores Intel Panther Lake, substituindo os antigos chips AMD, e trouxe uma novidade que muitos esperavam: um slot para cartão SD em tamanho cheio, em vez do microSD.

O novo Zephyrus G14 é praticamente um notebook feito sob medida para quem precisa de desempenho em jogos e trabalho criativo. Ele vem com tela OLED de 14 polegadas (2880 x 1800, 120 Hz), teclado excelente, trackpad mecânico de qualidade, seis alto-falantes que rivalizam com o MacBook Pro e uma bateria que aguenta um dia inteiro de uso leve. Em nossos testes, a máquina durou mais de 10 horas em tarefas mistas (Chrome, Slack, streaming) com brilho a 80%, e impressionantes 17 horas no teste de loop de vídeo — muito acima das 8,5 horas da geração anterior com AMD.

O desempenho também é de primeira. O modelo avaliado vem com Intel Core Ultra 9 386H (16 núcleos), GPU Nvidia GeForce RTX 5070 Ti (8 GB), 32 GB de RAM LPDDR5X e SSD de 1 TB. Em jogos como Battlefield 6, rodou a 65-70 fps em resolução nativa no preset Alto, sem DLSS. Helldivers 2, que não suporta DLSS, entregou 80-90 fps. Marathon ficou na casa dos 70 fps com DLSS no modo Qualidade. Para trabalho criativo, a edição de centenas de fotos RAW de 50 MP no Lightroom Classic foi fluida, mesmo na bateria.

No entanto, o preço subiu a níveis assustadores. O modelo básico com Intel custa a partir de US$ 3.450, e a configuração review sai por US$ 3.600 — cerca de US$ 1.000 a mais que um modelo similar da geração passada com AMD. A Asus manteve os modelos de 2025 com AMD como opções mais baratas, mas não há garantia de que esses preços não subam também. Antigamente, o G14 começava na casa dos US$ 1.000; em 2021, paguei menos de US$ 1.400 em um modelo open-box com Ryzen 9, RTX 3060, 16 GB e SSD de 1 TB. Os tempos mudaram.

A justificativa para o aumento está, em parte, na RAMageddon — a escassez global de memória RAM e SSDs impulsionada pela demanda de data centers de IA. Mas a Asus já vinha elevando os preços dos Zephyrus há anos. O novo G14 entrega mais potência (TGP de 130 W contra 120 W do antecessor), mas a relação custo-benefício se perdeu. Um MacBook Pro 14 com M5 Max pelo mesmo preço supera o G14 em tarefas de CPU e tem bateria ainda melhor. A diferença é que o G14 roda qualquer jogo.

Entre os pontos positivos, o notebook manteve o design elegante e discreto, com iluminação slash na tampa e entradas de ventilação circulares na base. A tela OLED agora atinge 500 nits em SDR (contra 400 nits do modelo 2025) e até 1.100 nits em HDR. As portas incluem Thunderbolt 4, USB-C, USB-A, HDMI 2.1 e o já citado slot SD cheio. A webcam de 1080p é apenas mediana em baixa luz, e o SSD é cerca de 12% mais lento que o da geração anterior — mas são falhas menores.
No fim, o Asus ROG Zephyrus G14 (2026) é um notebook excepcional para quem quer potência, portabilidade e tela OLED em um só pacote. Mas o preço elevado o coloca em uma categoria de luxo. Se você não precisa do que há de mais novo, a versão do ano passado com AMD, que ainda pode ser encontrada por menos de US$ 2.000 em promoções, continua sendo uma escolha muito mais racional. O G14 já foi um símbolo de bom custo-benefício; agora, é apenas mais um item caro em um mercado que encarece enquanto o poder de compra encolhe.
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Fonte: bestbuy.7tiv.net.
Gaming | The Verge.
2026-05-22 13:00:00








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