As side quests mais assustadoras de The Legend of Zelda, de Ocarina of Time a Tears of the Kingdom

The Legend of Zelda sempre flertou com o macabro. A diferença é que, nas missões principais, esse terror fica trancado em dungeons e lutas contra chefes. Nas side quests, ele se muda para a casa ao lado — e é aí que o negócio fica desconfortável. Reunimos algumas das tarefas opcionais mais perturbadoras espalhadas pela série, daquelas que ficam na cabeça muito depois de você desligar o console.

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Fonte da imagem: Polygon

Em Ocarina of Time, a Casa das Skulltulas é um clássico. Em Kakariko Village, uma família riquíssima foi transformada em criaturas meio humanas, meio aranha, como castigo pela ganância, segundo o rumor local. A cura? Encontrar e destruir 100 Gold Skulltulas espalhadas por Hyrule, de campos a paredes de dungeons claustrofóbicas. Você até ganha recompensas pelo serviço de dedetização, mas encarar aqueles híbridos pendurados na casa é outro nível.

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Image: NintendoFonte da imagem: Polygon

Ainda em Ocarina of Time, o sumiço do Filho do Artesão rende um dos momentos mais gelados. Quando criança, você o vê vagando por Kakariko. Depois de viajar no tempo, ele some. No meio da quest da Biggoron’s Sword, ele aparece rapidamente nas Lost Woods e te entrega um cogumelo. Volte depois e não vai encontrar ninguém. Uma garota Kokiri explica, com um sorriso no rosto, que adultos perdidos na floresta viram Stalfos. Ela não parece ver problema nenhum nisso.

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Image: NintendoFonte da imagem: Polygon

Majora’s Mask também tem seus pesadelos. Em Romani Ranch, a jovem Romani treina arco e flecha para enfrentar algo que a irmã, Cremia, jura não existir. Segundo Romani, eles vêm todo ano na época do Carnival of Time para roubar as vacas. As figuras — supostamente inspiradas no Flatwoods Monster da cultura da Virgínia Ocidental — avançam devagar em direção ao celeiro da madrugada até o amanhecer. Se você falhar, Romani é levada e volta depois sem memória e sem a personalidade alegre. Se vencer, o episódio não acontece e você ainda ganha uma garrafa de leite.

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Na mesma Majora’s Mask, o Pai de Pamela mora num closet. Literalmente. Numa casa em forma de caixa de música em Ikana Canyon, a garota esconde o pai, que está meio mumificado e a caminho de virar um Gibdo. Ela não conta isso diretamente: você desce ao porão, o armário se abre de repente e aquela criatura meio humana, meio múmia avança na sua direção. Com sangue frio, dá para tocar a Song of Healing, quebrar a maldição e conseguir a Gibdo Mask.

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Em The Wind Waker, o Ghost Ship só navega à noite e em pontos específicos do Great Sea, dependendo da fase da lua. Achar o barco no mapa já é difícil, e dependendo da sua leitura das pistas, você pode nem saber que precisa encontrá-lo — o que torna a parte mais assustadora vagar pelo oceano sem entender como avançar. Ao embarcar, você recupera um Triforce Shard. Mas a imagem do navio pálido surgindo da água escura com música sinistra fica marcada.

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Twilight Princess traz Jovani, um homem que vendeu a alma para os Poes em troca de riqueza e acabou virando estátua de ouro sólido ao lado do gato. Para libertá-lo, é preciso caçar 60 Poes por Hyrule, muitos visíveis só na forma de Wolf Link. Mesmo depois de quebrar a maldição, Jovani continua na pior: aparece chorando no bar da Telma porque a namorada está com outro. O lado bom é que, ao fazer amizade com o gato Gengle, ele entrega 200 rupees a cada visita.

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Em Link’s Awakening, logo após a dungeon Angler’s Tunnel, um fantasminha rosa passa a te seguir pela ilha. O estilo chibi do jogo, principalmente no remake, faz parecer que você fez um amigo fofo — mas o jogo não avança até você ajudá-lo. O fantasma te leva até a antiga casa perto de Martha’s Bay, murmura sobre um cemitério e pede para ser levado ao próprio túmulo. Ao chegar, agradece e deixa uma Fairy Bottle. Generoso para um fantasma, mas o episódio só aumenta o mistério em torno de Koholint Island.

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Já em Tears of the Kingdom, nas profundezas escuras abaixo de Hyrule, Link encontra as Bargainer Statues. São estátuas gigantes e silenciosas que vendem armas, armaduras e materiais em troca de Poes — que, aqui, são almas de mortos. Algumas são incompreensivelmente colossais, e a presença delas no meio da escuridão sufocante do Depths é o tipo de imagem que não sai fácil da cabeça.

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Nintendo EPD, Grezzo/Nintendo via PolygonFonte da imagem: Polygon

Visão Gamer: A série sempre usou as side quests como espaço para experimentar tons mais sombrios sem comprometer a campanha principal. Para quem joga, isso significa que explorar Hyrule além do caminho óbvio pode render tanto recompensas úteis — como rupees, garrafas e máscaras — quanto cenas bem mais perturbadoras do que o visual colorido da franquia sugere.

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Image: Nintendo EPD/Nintendo via PolygonFonte da imagem: Polygon
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Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/legend-zelda-scariest-side-quests/.

Fonte: Polygon.

2026-10-08 23:00:00

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