Whalefall: Baleia não é a vilã, e o filme é sobre relação pai e filho, diz Josh Brolin

Whalefall já está em cartaz nos cinemas, e quem for esperando só um thriller claustrofóbico sobre ser engolido por um cachalote pode se surpreender. Durante a New York Comic Con 2026, uma semana antes da estreia, o elenco e a equipe criativa conversaram com a Polygon sobre os bastidores da adaptação e deixaram claro: a baleia não é a antagonista da história.

Baseado no livro de Daniel Kraus (Angel Down), que também assina o roteiro ao lado do diretor Brian Duffield (No One Will Save You, Cocaine Bear), o longa acompanha um mergulhador (Austin Abrams) que busca os restos do pai (Josh Brolin) no Oceano Pacífico. No meio da expedição, ele acaba engolido por um cachalote gigante e precisa escapar do interior do animal com apenas uma hora de oxigênio disponível.

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Fonte da imagem: Polygon

Segundo Kraus, o maior desafio de transpor a experiência para a tela foi dar vida ao estômago da baleia — mais especificamente o primeiro dos quatro compartimentos que compõem o estômago de um cachalote. O autor explicou que, no livro, tudo era igualmente difícil porque ele não é cientista de baleias e precisou aprender com especialistas, biólogos e mergulhadores para visualizar as cenas. No cinema, a tarefa ficou ainda mais complexa: o set precisa mastigar, rolar, inclinar, ser preenchido com líquido, água, animais, águas-vivas e lulas, além de ter iluminação bioluminescente. Para Kraus, o designer de produção Ramsey Avery assumiu a frente com estudos visuais que superaram o que ele próprio imaginava saber sobre baleias.

Austin Abrams, que interpreta o mergulhador Jay Gardiner, apontou a mesma cena como a mais difícil, resumindo o desafio em uma palavra: compressão, a sensação de ser espremido.

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Fonte da imagem: Polygon

Apesar do cenário extremo, nem Kraus nem Duffield enxergam a baleia como vilã. O autor descreve o animal como uma figura de admiração e majestade, e conta que, ao pesquisar cachalotes, passou a vê-los como criaturas quase divinas, extremamente inteligentes, com diversos relatos de que ajudam pessoas em perigo. A lógica, segundo ele, é a de que o animal é tão grande que sequer sabe da existência humana — como se Deus não notasse as formigas da humanidade.

Duffield segue a mesma linha e afirma que toda a equipe ama baleias e abordou o filme com respeito. Para o diretor, o animal é o personagem mais inocente da produção, vivendo apenas a própria vida, e por isso o público deve terminar o longa enxergando-o quase como um herói.

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Image: 20th Century StudiosFonte da imagem: Polygon

O coração de Whalefall, no entanto, está na relação entre pai e filho. A tensão do relógio correndo e a claustrofobia de ser engolido são parte da experiência, mas a jornada emocional de Jay passa por encontrar algum tipo de paz com o relacionamento difícil que teve com o pai. Como resume Brolin, as baleias funcionam como símbolo no filme para levar o personagem a um lugar onde ele consegue sair do próprio caminho.

Visão Gamer: Para quem curte adaptações de livros e histórias de sobrevivência com prazo apertado, Whalefall aposta em uma premissa que mistura tensão física e drama familiar. A declaração do elenco e da equipe indica que o filme não trata a baleia como ameaça, mas como símbolo — um detalhe que ajuda a ajustar a expectativa antes de entrar na sala.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/whalefall-interview-josh-brolin-austin-abrams-brian-duffield-daniel-krause/.

Fonte: Polygon.

2026-10-17 14:00:00

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