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A Wizards of the Coast informou aos funcionários que não pretende reconhecer voluntariamente as unidades de Dungeons & Dragons e do Studio X (equipe criativa de Magic: The Gathering) do sindicato United Wizards of the Coast (UWOTC-CWA) antes da votação. A informação foi divulgada pelo próprio perfil do sindicato no X.
A posição não chega a ser novidade. Em junho deste ano, funcionários da equipe de Magic: The Gathering Arena já haviam se sindicalizado, e a empresa tinha até maio para reconhecer formalmente o grupo — o que não aconteceu. Na mesma época, a Wizards enviou cartas físicas aos funcionários desencorajando o voto a favor do sindicato, acompanhadas, segundo o relato, de e-mails diários. A empresa alegou estar dentro do que a Lei Nacional de Relações Trabalhistas dos EUA permite e insinuou que os benefícios atuais entrariam na mesa de negociação.
Agora, o cenário se repete com a coalizão que reúne membros das equipes de D&D e do Studio X. Em comunicado enviado à Wargamer e circulado internamente antes disso, a Wizards afirmou que não é neutra na questão da sindicalização: Conseguimos construir ótimos jogos e um ótimo lugar para trabalhar trabalhando diretamente com os funcionários, não por meio de sindicatos, diz o texto. A empresa completou que respeitará o resultado da eleição, seja qual for a escolha dos funcionários.
O UWOTC-CWA negocia pautas como salários justos, progressão de carreira e segurança no emprego, além de proteções para o trabalho remoto e cargas de trabalho sustentáveis. O sindicato relata que os funcionários têm sido solicitados a fazer mais trabalho com menos consideração pela vida pessoal. Outros pontos incluem plano de saúde, proteções relacionadas ao uso de IA e o direito de possuir legalmente trabalhos criativos feitos fora das funções na empresa.
O sindicato tem um argumento forte a seu favor: D&D e Magic: The Gathering são franquias altamente lucrativas. Um relatório financeiro citado mostra que o segmento Wizards of the Coast and Digital Gaming gerou US$ 568 milhões em lucro operacional nos últimos seis meses, antes de ajustes, enquanto produtos de consumo tiveram prejuízo de US$ 62 milhões e entretenimento rendeu apenas US$ 23 milhões.
Visão Gamer: Para quem acompanha D&D e Magic, a disputa não muda diretamente o conteúdo dos jogos ou das cartas, mas mexe com as equipes responsáveis por essas franquias. Como essas marcas respondem pela maior parte do lucro do segmento, o processo de sindicalização tende a acompanhar de perto as negociações sobre salários, cargas de trabalho e uso de IA nos bastidores dos jogos.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/gaming-industry/surprising-no-one-wizards-of-the-coast-doesnt-intend-to-voluntarily-recognize-union-efforts-for-the-second-time-this-year/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-10-17 17:00:00








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