Quem gosta de mistério sabe que o gênero não vive só de assassinato em cidade pequena. Às vezes a investigação vem de espiões em desgraça, de um detetive que conversa com mortos ou até de um anime psicológico ambientado na Alemanha dos anos 1980. A lista abaixo reúne séries que apostam em investigações longas, personagens complicados e aquele tipo de trama que faz você rever cada detalhe atrás de pistas.

Começando pelo lado da espionagem, Slow Horses (Apple TV) acompanha um grupo de agentes do MI5 que cometeram erros graves e foram mandados para o Slough House, uma repartição burocrática comandada por Jackson Lamb (Gary Oldman), veterano da Guerra Fria com o vocabulário mais ácido possível. Baseada nos livros de Mick Herron, a série mistura trama de thriller de espião com a dinâmica de comédia de escritório, e os cavalos lentos vivem caindo em conspirações que Regent’s Park preferia manter enterradas.

Já River (2015) aposta em um protagonista fora do comum: o detetive londrino John River, vivido por Stellan Skarsgård, tem uma habilidade investigativa enorme, mas vê e conversa com os mortos. Entre as aparições está sua parceira Stevie (Nicola Walker), assassinada recentemente, e a morte dela é o mistério central da trama. A série de seis episódios escrita por Abi Morgan é mais intimista do que os dramas policiais tradicionais e usa o caso para falar de luto e solidão.

Do lado americano, The Killing (2011) acompanha os detetives Sarah Linden (Mireille Enos) e Stephen Holder (Joel Kinnaman) na investigação do assassinato da adolescente Rosie Larsen, em Seattle. A adaptação da dinamarquesa Forbrydelsen leva o clima do noir nórdico para a chuva da costa oeste e mostra como cada nova pista complica o caso em vez de resolvê-lo — a trama leva duas temporadas para fechar o primeiro mistério.

Na Inglaterra, Broadchurch (2013) parte da morte do menino Danny Latimer aos 11 anos, encontrado sob os penhascos de West Bay, em Dorset. A detetive Ellie Miller (Olivia Colman), ligada à vítima, trabalha ao lado do soturno Alec Hardy (David Tennant), e a criação de Chris Chibnall transforma a intimidade de uma cidade litorânea em uma teia de suspeitas.

A dinamarquesa-suíça The Bridge (2011) começa com um achado macabro: um corpo feminino dividido exatamente no meio da ponte Øresund, metade na Suécia e metade na Dinamarca. Quando os técnicos separam o torso, descobrem duas vítimas distintas, o que força a detetive sueca Saga Norén (Sofia Helin) e o dinamarquês Martin Rohde (Kim Bodnia) a dividir a jurisdição. A série de Hans Rosenfeldt inspirou adaptações internacionais, incluindo a britânico-francesa The Tunnel.

Fechando a lista, Monster (2004), de Naoki Urasawa, troca o terror sobrenatural pelo dilema ético. Em 1986, na Alemanha, o neurocirurgião japonês Kenzo Tenma desobedece à política corrupta do hospital e salva um menino baleado na cabeça em vez do prefeito da cidade. Nove anos depois, esse ato de idealismo médico tem consequências catastróficas.

Visão Gamer: para quem curte maratonar mistério entre um jogo e outro, a seleção mostra que o gênero vai muito além do procedural policial — tem espionagem, sobrenatural e anime psicológico. Vale conferir a plataforma de cada uma antes de começar: Slow Horses está no Apple TV, enquanto as demais circularam em emissoras e serviços variados.



Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/best-mystery-tv-shows-worth-solving/.
Fonte: Polygon.
2026-10-17 04:00:00








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