Produtor de The Witcher 3 compara parceria com estúdio externo a deixar o filho com alguém

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Fonte da imagem: Pcgamer

The Witcher 3 vai ganhar uma expansão chamada Songs of the Past mais de uma década depois do lançamento, junto com um remaster considerável. E como a CD Projekt Red está cuidando disso e de The Witcher 4 ao mesmo tempo? A resposta é a mesma de vários estúdios: não está fazendo tudo sozinha.

A CDPR firmou parceria com a Fool’s Theory, estúdio liderado por ex-integrantes da própria CDPR. Em conversa com Joshua Wolens, do PC Gamer, Jakub Kutrzuba, produtor executivo da CDPR, foi questionado se é intimidante ou assustador dividir The Witcher 3 com estúdios externos. A resposta foi direta: Sim, sim, é. Porque nos importamos muito com o que estamos fazendo aqui. Usando essa analogia do bebê? É bem correta. Como pai, também penso duas vezes antes de deixar meu bebê com alguém. Mas sei que há pessoas lá que não são eu, que cuidam deles da melhor forma possível, e acho que é o caso aqui.

Ajuda o fato de a Fool’s Theory ter ex-desenvolvedores da CDPR na liderança — o estúdio foi fundado por Jakub Rokosz, que foi designer sênior de quests na CDPR. Kutrzuba afirma que a longa história com muita gente da Fool’s Theory ajudou bastante, porque não foi preciso entender do zero a mentalidade e a filosofia do estúdio, nem garantir que operam no mesmo nível e têm as mesmas aspirações. Isso já estava claro, então ajudou muito. Mas nunca é fácil. Especialmente quando pensamos em colaborar em algo com muito trabalho criativo, olhamos para esses estúdios e talentos pela perspectiva da narrativa. Não é fácil contar uma boa história… mas diríamos que é isso que queremos, certo?

Sobre buscar parceiros para projetos futuros — necessidade caso a CDPR continue ampliando seu escopo —, Kutrzuba diz que tudo é questão de garantir que todos tenham premissas básicas alinhadas. Existem estúdios como nós que se importam com os jogadores, com o que fazem. Não é só um negócio para eles. Querem fazer arte. Nós queremos fazer arte, certo? Consideramos jogos como arte, e não todo mundo lá considera.

Sabemos que ter alguém que opera na mesma mentalidade ajuda muito, porque nos coloca na mesma página mais rápido. Também buscamos certa familiaridade aqui e ali, mas acho que a parte final — e talvez a mais importante — é o entendimento comum de qualidade. Porque geralmente miramos muito alto, e é muito mais fácil trabalhar com alguém quando você sabe que temos o mesmo entendimento de palavras abstratas como o que é qualidade, o que é alta qualidade, o que é qualidade CDPR, o que é uma boa história.

Esse entendimento de história e arte é o pilar principal, insiste Kutrzuba: Se você não tem isso, se tem um entendimento diferente dos mesmos termos, cria muita tensão durante o desenvolvimento. Então tentamos garantir que, antes de começar, estamos fazendo parceria com pessoas que entendem esses termos básicos do mesmo jeito que nós.

Visão Gamer: A expansão Songs of the Past chega mais de uma década depois do lançamento de The Witcher 3, acompanhada de um remaster considerável. Para quem jogou o original, a parceria com a Fool’s Theory — formada por ex-integrantes da CDPR — pode ser um indicativo de que a equipe envolvida conhece bem o universo do jogo, embora a CDPR deixe claro que não se trata de um processo simples. Vale acompanhar os próximos anúncios oficiais sobre data, plataformas e conteúdo.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/the-witcher/the-witcher-3-producer-says-its-scary-to-work-with-another-studio-on-the-games-expansion-i-also-think-twice-about-leaving-my-baby-with-someone/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-09-16 13:35:00

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