Warcraft 3 ganha expansão surpresa Forsaken Kingdom com campanha inédita e novo herói para o multiplayer

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Fonte da imagem: IGN

Warcraft 3 acaba de receber uma expansão surpresa de campanha single-player. Forsaken Kingdom chegou de forma inesperada, com anúncio e lançamento no mesmo dia, 23 anos depois de The Frozen Throne, a última expansão do jogo. A Blizzard não entregava conteúdo novo de RTS single-player desde Starcraft II: Nova Covert Ops, de 2016.

A nova campanha é dividida em partes. O prólogo, chamado The Last Days of Lordaeron, traz quatro missões e acompanha o novo herói Garek Bandarion, tenente da guarda, no dia em que Arthas retorna de Northrend para matar o próprio pai. A história passa por Andorhal sitiada e por Stratholme devastada, numa tentativa fadada ao fracasso de salvar o reino do Scourge, e termina com um confronto contra Baron Rivendare.

Segundo a Blizzard, a campanha completa tem cerca de 30 horas. A parte principal aposta em estrutura de RPG, em uma versão mais ambiciosa do que foi a campanha bônus de Rexxar, The Founding of Durotar. Garek acaba se tornando um dos Forsaken de livre-arbítrio, recebe ordens diretas de Sylvanas e anda ao lado da tenente Anya, a Dark Ranger, enquanto o grupo tenta estabelecer os Forsaken na Undercity, sob as ruínas da capital. O personagem também está destinado a se tornar o primeiro Paladino Forsaken, combinação que em breve será jogável em World of Warcraft.

Nas missões do prólogo, a Siege of Andorhal traz uma pegada inspirada em MOBA: o jogador captura torres que geram ondas de soldados aliados controlados pela IA, e precisa segurar objetivos para recrutar certos tipos de unidade. Já Stratholme funciona como uma dungeon em espiral, com dois grupos separados, um liderado por Garek e outro pela sacerdotisa élfica Ilastar Songbreeze, que se unem no trecho final.

A expansão também estreia o estilo gráfico Definitive Edition, criado para responder às críticas feitas ao Reforged de 2020. A ideia é deixar Warcraft 3 mais detalhado e moderno sem perder a cara do original. Em partidas de skirmish contra a IA, com a câmera afastada, o resultado lembra bastante os gráficos de 2003 com mais fidelidade. De perto, porém, as texturas aparecem chapadas e o lighting continua datado. A campanha de Forsaken Kingdom só pode ser jogada nesse modo visual. Multiplayer e skirmish permitem escolher entre Classic, Reforged e Definitive Edition, mas as campanhas de Reign of Chaos e The Frozen Throne seguem restritas a Classic e Reforged.

No multiplayer, a grande adição é o Paladino Forsaken, primeiro herói de taverna novo desde o Alchemist e o Firelord, de 2004. Ele é um herói neutro morto-vivo que só cura unidades vivas. A habilidade Q é um dash que causa mais dano quanto mais inimigos atravessa. A W funciona como a Consecration do paladino de WoW, causando dano a mortos-vivos e curando aliados vivos ao redor. Há ainda uma aura passiva que reduz dano mágico recebido e aumenta cura recebida, além de uma ultimate que aplica purge e stun em área, cura aliados próximos e concede bônus de cura e um buff curto de dano caso o purge remova um debuff. O número de unidades por control group também foi dobrado em todos os modos.

Visão Gamer: Para quem joga Warcraft 3, a chegada de uma campanha nova depois de mais de duas décadas é o ponto central, ainda mais com estrutura de RPG e cerca de 30 horas previstas. No multiplayer, o Paladino Forsaken e o limite maior de unidades por control group mexem direto em composições e estratégias. Já o Definitive Edition divide opiniões: melhora a leitura à distância, mas não resolve os problemas visuais de perto, e fica restrito à nova campanha.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/warcraft-3-forsaken-kingdom-review.

Fonte: IGN.

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2026-09-12 21:05:00

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