Zach Cregger, diretor do novo filme de Resident Evil, reconheceu que foi “ingênuo” ao acreditar que sua abordagem menos direta em relação aos jogos seria bem recebida por todos os fãs. Em entrevista ao IGN, ele comentou as críticas da comunidade, que esperava uma adaptação mais fiel de um dos títulos da franquia.
O longa acompanha Bryan (Austin Abrams), um entregador médico que acaba envolvido no Incidente de Raccoon City. A trama acontece em paralelo aos eventos de Resident Evil 2 e foca mais na experiência de sobreviver em corredores cheios de zumbis e fugir de Lickers do que em recontar a história dos games. Apesar disso, parte dos fãs reclamou da ausência de personagens como Leon, Ada e Jill, dizendo que, sem eles, o filme não seria um verdadeiro Resident Evil.
Cregger, que também assina o roteiro, admitiu que subestimou a reação do público. “Eu pensei que os fãs desses jogos, como eu, ficariam entusiasmados por alguém transformar Resident Evil em um filme de survival horror. Não percebi o sentimento de que ‘esperamos para sempre pela história de Leon’. Entendo a frustração, porque eu mesmo não assisti aos filmes anteriores, já que eles não parecem com o Resident Evil que eu amo. Minha esperança é que as pessoas assistam ao filme mesmo com ceticismo e reconheçam o amor pelos jogos que está presente nele. Isso não é só uma história qualquer com o nome Resident Evil para conseguir orçamento. É uma história de Resident Evil.”
O diretor já havia comentado sobre as “liberdades” que tomou na adaptação durante a San Diego Comic-Con, explicando que personagens como Leon e Claire funcionam tão bem nos games que qualquer mudança poderia prejudicar o resultado. “Os jogos são tão bem executados que qualquer elenco ou diferença que eu fizesse seria, provavelmente, em detrimento do que eu estava tentando fazer.”
Apesar da polêmica, o filme traz várias referências diretas aos jogos, como a busca por munição de escopeta em gavetas, cadeados bloqueando o caminho e a clássica máquina de escrever em salas seguras. Um pôster promocional recente também confirmou a presença da Umbrella Corporation, com uma nota de entrega de transplante de órgãos. Um teaser nas redes sociais mostrou sequências em primeira pessoa que remetem a Resident Evil 7 e 8.
Resident Evil chega aos cinemas em 18 de setembro de 2026.
Visão Gamer: A proposta de contar uma história paralela aos eventos de Resident Evil 2 pode dividir opiniões, mas a abordagem de focar na sensação de jogar — com itens espalhados, salas seguras e a tensão constante — parece uma tentativa de capturar a essência do survival horror. Para quem cresceu com os games, a dúvida fica se a experiência de jogo vai se traduzir bem para as telonas, especialmente com a Umbrella envolvida e referências diretas aos títulos mais recentes.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/resident-evils-zach-cregger-admits-he-was-naive-to-assume-fans-would-approve-of-him-avoiding-a-direct-adaptation-of-the-games.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-09-02 23:56:00








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