Halloween: The Game será lançado na Nova Zelândia, mas apenas em formato digital

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Fonte da imagem: IGN

Após ter a classificação indicativa negada na Austrália na semana passada, o jogo Halloween: The Game parecia condenado a não ser lançado nem na Austrália nem na Nova Zelândia. No entanto, a desenvolvedora IllFonic anunciou que o título, afinal, estará disponível no território neozelandês, mas somente em formato digital. A decisão veio depois que o estúdio recebeu orientações adicionais do OFLC, o Escritório de Classificação de Filmes e Literatura da Nova Zelândia.

Publicação no X/Twitter citada na matéria:
https://twitter.com/HalloweenTVG/status/2088368095450575152

A controvérsia começou quando o Australian Classification Board (ACB), o órgão australiano de classificação, recusou a classificação do jogo. Como consequência, a IllFonic confirmou que o título não estaria disponível em lojas físicas nem digitais na Austrália e na Nova Zelândia. A notícia, porém, gerou estranheza, já que outros jogos que tiveram a classificação recusada na Austrália, como Hotline Miami 2, continuam sendo vendidos digitalmente na Nova Zelândia.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a IllFonic expressou entusiasmo com a novidade: “Estamos extremamente animados em anunciar que, após receber orientações adicionais do OFLC, o Escritório de Classificação de Filmes e Literatura da Nova Zelândia, Halloween: The Game estará disponível para venda digital no território”. O estúdio também explicou o que houve: “Quando fizemos parceria com distribuidores físicos (já que não lidamos com isso) para vender produtos embalados na Austrália e na Nova Zelândia, descobrimos que a classificação do ACB (usada para mídia física) tinha precedência sobre a classificação do IARC (usada para mídia digital). Quando o ACB nos recusou a classificação, isso significou a remoção das versões físicas e digitais nesses territórios”.

A confusão ocorre porque as decisões do ACB, incluindo as de recusa de classificação, não são automaticamente aplicadas na Nova Zelândia. O sistema de classificação neozelandês é peculiar: ele utiliza algumas decisões australianas e britânicas como atalho, mas apenas para conteúdo sem restrições. Conteúdo que foi classificado como restrito na Austrália ou no Reino Unido, que teve a classificação recusada na Austrália ou que foi banido no Reino Unido precisa ser formalmente classificado pelo OFLC neozelandês.

Na Nova Zelândia, os jogos são isentos de exigências de rotulagem e não precisam ser submetidos à classificação local, a menos que seja provável que recebam uma classificação etária restritiva ou que já tenham recebido uma classificação restritiva (ou tenham sido recusados/banidos) na Austrália ou no Reino Unido. Assim, para ser vendido em formato físico na Nova Zelândia, Halloween: The Game precisaria ser submetido ao OFLC, pois jogos com conteúdo restrito devem ser classificados pelo órgão e carregar um selo neozelandês. Até o momento, não há registro de classificação para o jogo no Registro de Decisões de Classificação da Nova Zelândia, o que torna um lançamento físico atualmente impossível, mesmo que o jogo tivesse sido classificado com sucesso na Austrália.

No entanto, a Lei de Classificação de Filmes, Vídeos e Publicações de 1993 da Nova Zelândia cobre apenas formatos físicos, o que significa que jogos vendidos digitalmente não precisam necessariamente exibir classificações neozelandesas. Por isso, a versão digital de Halloween: The Game pode ser vendida no país sem a classificação local.

Enquanto isso, na Austrália, a recusa de classificação continua valendo. A IllFonic afirma ter feito “todos os esforços” para contornar a situação, mas a IGN entrou em contato com o estúdio para questionar se há algum motivo para o jogo não ser alterado para se adequar às diretrizes de classificação australianas. O Australian Classification Board explicou que “Halloween: The Game contém uso de drogas ilícitas vinculado a um incentivo ou recompensa, pois o uso da droga proporciona uma vantagem ao jogador”. Na Austrália, jogos podem retratar uso de drogas, mas não podem oferecer recompensas ou incentivos por isso. Se o fizerem, o órgão é obrigado a recusar a classificação.

A IGN lembrou que desenvolvedores costumam contornar essa diretriz específica com mudanças semânticas. Em 2013, por exemplo, a Undead Labs, desenvolvedora de State of Decay, simplesmente renomeou as drogas do jogo para “vitaminas” na versão australiana, resolvendo o problema. Caso a recusa de classificação esteja relacionada ao uso de maconha como uma vantagem para destacar a localização de Michael Myers no mapa, a IGN perguntou à IllFonic se já foi considerado tratar a substância como tabaco na Austrália.

Até o momento, a IllFonic não respondeu a essas perguntas específicas, mas o anúncio de que o jogo será lançado digitalmente na Nova Zelândia traz um alívio para os fãs da região. A situação, porém, continua incerta na Austrália, onde o jogo permanece com a classificação recusada e, portanto, indisponível em qualquer formato.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/halloween-the-game-will-actually-be-available-in-new-zealand-after-all.

Fonte: IGN.

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2026-08-17 08:39:00

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