A série Dragon Age, da BioWare, é conhecida por muito mais do que dragões e ameaças apocalípticas. Por trás das guerras entre facções e dos perigos que colocam o mundo em risco, o que realmente conquista os jogadores são os companheiros que acompanham a jornada e as escolhas moralmente complexas que definem a narrativa. Se você é fã dessa mistura de diálogos afiados, missões de lealdade e um universo que reage às suas decisões, ou se simplesmente quer explorar jogos com a mesma essência em cenários diferentes — como uma tripulação espacial no lugar de um grupo de aventureiros —, esta lista reúne nove títulos que vão te manter entretido por horas.

No topo da lista está a dupla Divinity: Original Sin e Divinity: Original Sin 2, da Larian Studios. Apesar de se passarem com um intervalo de mil anos, ambos os jogos colocam você na pele de heróis que precisam proteger o mundo de Rivellon de uma energia mágica chamada Source e das criaturas que emergem do Void. O grande destaque, porém, são os personagens: cada jogo permite reunir um grupo de exploradores que, além de salvar o mundo, passam o tempo discutindo entre si. É esse dinamismo que torna os títulos tão rejogáveis. Em Divinity: Original Sin, você investiga um assassinato; já em Original Sin 2, a trama começa com uma fuga da prisão e uma luta pela sobrevivência no deserto. E aí entra Sebille, uma personagem que pode se tornar sua melhor amiga ou sua pior inimiga logo de cara.

Outro clássico que não pode faltar é Neverwinter Nights (Enhanced Edition), lançado em 2002 e também desenvolvido pela BioWare. O jogo foi fundamental para moldar o gênero de RPG como conhecemos hoje, com companheiros realistas e missões cheias de ramificações. Na trama, uma praga mortal chamada Wailing Death atinge a cidade de Neverwinter, e você, em quarentena, precisa se formar na Academia e ajudar a Lady Aribeth a encontrar a cura. Enquanto isso, a cidade enfrenta pânico e revoltas, em um cenário de caos atrás dos muros. Apesar de ter quase 25 anos e alguns aspectos datados, o jogo é uma ótima pedida para quem busca nostalgia e quer entender as raízes de Dragon Age.

Para os fãs de ficção científica, Warhammer 40,000: Rogue Trader, da Owlcat Games, oferece uma experiência com profundidade de companheiros e combate tático semelhante à de Dragon Age, mas em um cenário espacial. Você explora a Koronus Expanse, uma região inexplorada, enquanto lida com uma crise de sucessão na família Von Valancius. Assim como a Praga e os Darkspawn em Dragon Age, aqui você enfrenta a corrupção do Caos e as mutações do Warp, além de possíveis traições. O jogo também permite escolher sua classe e origem, como um Guerreiro que foi oficial militar ou um Sacerdote que virou Operativo, mas o combate é por turnos, o que pode ser uma novidade para quem está acostumado com o tempo real de Dragon Age.

Baldur’s Gate 2: Shadows of Amn é outro título da BioWare que compartilha o DNA de Dragon Age, mas com um toque de D&D. A história começa com você, Gorion’s Ward, um Bhaalspawn (filho do deus do assassinato Bhaal), preso em um laboratório subterrâneo pelo mago Jon Irenicus, que realiza experimentos em você. Você precisa escapar, resgatar sua amiga de infância Imoen e, depois, descansar — mas, claro, nada sai como planejado. O jogo é repleto de escolhas narrativas difíceis e apresenta vampiros, um elemento que Dragon Age não tem. Para quem ainda não jogou Baldur’s Gate 3, a dica é: experimente também.

Se a estrutura de escolhas e companheiros da BioWare é o que mais te atrai, Mass Effect (Legendary Edition) é a escolha óbvia. A série troca a espada por um fuzil de assalto, mas mantém a mesma arquitetura de relacionamentos, narrativa e táticas de esquadrão. Em Mass Effect, você assume o papel do Comandante Shepard, um novato a bordo de uma nave estelar avançada, investigando um farol em uma colônia humana até que as coisas dão uma guinada inesperada. O jogo também permite importar dados de save entre os títulos, influenciando a história, e oferece um espaço para reunir seus companheiros, como a nave Normandy. E, claro, há Garrus Vakarian, o parceiro sarcástico que é um dos maiores destaques da série.

Para quem gosta da parte política de Dragon Age: Origins, Pathfinder: Kingmaker é uma recomendação certeira. O jogo começa com um grupo de aventureiros reunidos pela Lady Jamandi Alordi, que parte para as Terras Roubadas para derrotar o Senhor dos Cervos. Se você for bem-sucedido, ganha o direito de fundar seu próprio baronato. Mas não é só administração: há ameaças feéricas e uma maldição antiga atrapalhando seus planos. O combate é em tempo real com pausa, o que deve agradar aos fãs de Origins, e a gestão do reino adiciona uma camada extra de estratégia.

GreedFall, por sua vez, é um jogo com menos polimento e orçamento, mas com muito charme. A trama se passa em uma era colonial, onde você é um Legado encarregado de viajar para uma ilha intocada pela praga do Malichor, que assola o continente. No entanto, várias facções coloniais, como a nação religiosa de Thélème e a Bridge Alliance, que valoriza a ciência, disputam o controle da ilha. Sua missão é proteger o local, encontrar a cura e evitar um desastre político. O jogo oferece combate em tempo real, escolhas que afetam o mundo e relacionamentos profundos com os companheiros, mas com um tom mais rústico.

Para os jogadores que preferem um desafio tático mais intenso, Solasta: Crown of the Magister é uma opção que segue as regras de Dungeons & Dragons à risca. O jogo foca em combate por turnos, gerenciamento de inventário e uso estratégico das habilidades das classes, em vez de uma narrativa profunda. Você comanda um grupo de quatro heróis que investigam as Badlands, uma região infestada de monstros, e encontram a Coroa do Magister, um artefato que pode salvar o mundo. Embora a história seja mais simples, o jogo é ideal para quem gosta de mecânicas complexas. E, para os que se preocupam com a falta de enredo, a sequência está em desenvolvimento e promete dar mais atenção à narrativa.

Por fim, Dragon’s Dogma 1 e 2 são jogos que, apesar de não terem o mesmo sistema de companheiros de Dragon Age, oferecem uma atmosfera de fantasia sombria e um sistema de classes integrado. A história começa com um dragão gigante atacando a vila de Cassardis, arrancando seu coração e comendo-o. Você acorda como o Escolhido (Arisen) e precisa encontrar o dragão para recuperar seu coração. A mecânica é bem diferente, com os chamados peões (pawns) no lugar de companheiros tradicionais, mas o jogo é repleto de dragões — e muitos deles. Se você jogou Dragon Age pelos dragões, vai adorar esta franquia.

Com tantas opções, há um jogo para cada tipo de fã de Dragon Age, seja você atraído pela política, pelo combate tático ou pelos relacionamentos com os companheiros. E, como a própria série da BioWare, todos esses títulos convidam a múltiplas jogatinas, com escolhas diferentes e desfechos variados. A lista é um ponto de partida para explorar o melhor que o gênero de RPG tem a oferecer.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/best-games-like-dragon-age/.
Fonte: Polygon.
2026-08-10 16:30:00








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