Comunidade de Destiny 2 cria ferramenta para explorar áreas removidas pelo content vault da Bungie

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Fonte da imagem: Pcgamer

Em junho de 2020, a Bungie tomou uma decisão que ficaria marcada como um dos episódios de relações públicas mais criticados da história recente dos videogames: o anúncio do content vault (cofre de conteúdo). A justificativa da desenvolvedora era tornar o desenvolvimento de longo prazo de Destiny 2 mais gerenciável, mas a medida, implementada junto com a expansão Beyond Light, resultou na remoção de campanhas, regiões do mundo e atividades de todos os tipos do jogo.

Embora o content vault pudesse ser defensável do ponto de vista técnico, a aposentadoria de grandes porções do jogo — muitas das quais os jogadores pagaram para acessar — deixou uma mancha na reputação de Destiny 2 que nunca foi totalmente apagada. Agora, seis anos após a redução do jogo e dois meses após o fim do desenvolvimento como serviço ao vivo, os jogadores estão aprendendo a resgatar alguns desses mundos perdidos do cofre, não para jogar, mas para preservação.

Nos últimos dias, vídeos começaram a circular no X (antigo Twitter) e no YouTube mostrando jogadores de Destiny 2 explorando áreas do jogo que não são mais acessíveis, além de regiões que nunca foram totalmente implementadas. Esses vídeos são fruto do trabalho do desenvolvedor conhecido como stanuwu, que está criando o que chama de Destiny 2 Shadowkeep Singleplayer Exploration Mode — uma ferramenta que permitirá aos usuários carregar e explorar os ambientes presentes na última versão de Destiny 2 lançada antes do content vault de Beyond Light.

Antes que as expectativas subam demais, é importante esclarecer: a ferramenta não tornará as versões antigas de Destiny 2 jogáveis. Não será possível reviver as missões da Campanha da Guerra Vermelha nem as raides antigas. Em vez disso, o objetivo é puramente exploração e preservação, como escreve stanuwu no README do repositório no GitHub: Nenhuma mecânica é implementada e nenhuma será implementada.

Para usar a ferramenta, os jogadores precisarão fornecer a versão do jogo da Temporada dos Chegados (Season of Arrivals), que será carregada com mapas vazios, sem inimigos, NPCs ou atividades. No entanto, será possível navegar livremente pelos destinos de Destiny 2 que estão ausentes do jogo há meia década, com recursos adicionais de exploração, como voo e noclip (atravessar paredes).

O autor do texto original, Lincoln Carpenter, do PC Gamer, expressa entusiasmo com a possibilidade de retornar à Bacia do Eco (Echo Basin) em Io, uma das regiões mais alienígenas de Destiny, que nunca foi revisitada após ser removida em 2020. Ele também faz uma referência nostálgica ao personagem Asher Mir, que descansou em paz antes de ver todo o conteúdo de Star Wars no jogo.

Além do valor nostálgico, o trabalho de stanuwu é visto como uma ferramenta de preservação promissora, especialmente porque a Bungie parece não ter um método próprio para acessar facilmente todo o material arquivado. Ao tornar esses espaços exploráveis novamente, a ferramenta ajuda a garantir que a amplitude da arte ambiental e do design de Destiny 2 permaneça acessível, mesmo depois que alguém eventualmente desligar os servidores do jogo ao vivo.

Stanuwu planeja lançar a ferramenta nas próximas duas semanas, e ela será gratuita e de código aberto assim que for disponibilizada. A iniciativa surge em um momento em que a comunidade de Destiny 2 busca maneiras de preservar a história do jogo, que agora entrou em uma espécie de purgatório após o fim do desenvolvimento ativo.

A notícia chega dois meses após o fim do desenvolvimento de serviço ao vivo de Destiny 2, marcando uma nova fase para a comunidade, que agora se volta para a arqueologia digital. A ferramenta de stanuwu é um exemplo de como os jogadores estão assumindo a responsabilidade de preservar o legado do jogo, mesmo quando a desenvolvedora não oferece soluções oficiais.

Para os fãs que desejam reviver os cenários clássicos, a espera é curta: em breve será possível explorar livremente os mundos perdidos, mesmo que sem combate ou atividades. A ferramenta promete ser um tributo à arte e ao design que marcaram uma era de Destiny 2, garantindo que esses ambientes não se percam no tempo.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/fps/destiny-2-players-are-learning-how-to-crack-into-its-infamous-content-vault-by-tinkering-with-old-builds/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-08-05 20:12:00

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