Crédito da imagem: Polygon Blame! é uma adaptação do mangá de Tsutomu Nihei, pura essência cyberpunk
Quando o assunto é streaming de anime, a Crunchyroll domina o mercado, com títulos aguardados como One Piece: Heroines e Smoking Behind the Supermarket with You. Outras plataformas correm para alcançá-la, como a Prime Video com sua nova versão de The Ghost in the Shell. A Netflix, por sua vez, mantém um catálogo crescente e produziu animes originais de peso ao longo dos anos. Embora séries como Castlevania e Blood of Zeus não sejam tecnicamente animes, elas compartilham narrativa complexa e animação espetacular. No front dos animes, a Netflix já lançou como originais Blue Period, Kengan Ashura, Mobile Suit Gundam Hathaway, Altered Carbon: Resleeved e Cosmic Princess Kaguya!. O mais cobiçado atualmente, JoJo’s Bizarre Adventure: Steel Ball Run, teve apenas uma estreia dupla, mas já conquistou fãs que pedem mais. A seguir, os sete melhores animes originais da Netflix que valem cada minuto.

Blame! é uma adaptação do mangá de Tsutomu Nihei, pura essência cyberpunk. A obra original abraça o caos cósmico de um universo indiferente à humanidade, onde o horror existencial redefine a paisagem distópica. Traduzir essa abstração para as telas não foi fácil, mas a Netflix conseguiu transformá-la em um espetáculo de ação sci-fi. O protagonista Killy, um solitário ciborgue, percorre a imensa Cidade em busca de um marcador genético extinto que pode devolver o controle da civilização aos humanos. A adaptação opta por uma narrativa mais contida, focando nos Electrofishers e sua luta pela sobrevivência, enquanto Killy usa seu Emissor de Feixe Gravitacional nos momentos críticos.

Dorohedoro é excêntrico, absurdo e imprevisível. Em um mundo pós-apocalíptico marcado por divisão de classes, acompanhamos Caiman, um homem com cabeça de lagarto e amnésia, em busca do feiticeiro que o amaldiçoou. Com a ajuda da amiga Nikaido, ele enfrenta verdades desconfortáveis. O estilo visual único destaca os elementos mais grotescos, equilibrando comédia pastelão e momentos traumáticos. O estúdio MAPPA mostra sua capacidade de experimentar tom e atmosfera sem perder ritmo.
Cyberpunk: Edgerunners é a obra-prima da lista. Não é preciso ter jogado Cyberpunk 2077 para apreciar esta minissérie, mas conhecer Night City enriquece a experiência. A trama acompanha a trágica vida de David Martinez, que abandona suas origens humildes para se tornar um Edgerunner, um mercenário ciberneticamente modificado à margem da sociedade. A série explora o custo da modificação cibernética obsessiva, a perda da inocência em uma metrópole distópica e a corrupção generalizada. O relacionamento com a Netrunner Lucy é o coração emocional da história. Edgerunners também adiciona contexto crucial aos destinos de V no jogo, mas funciona perfeitamente como obra independente, capturando a tragédia de um jovem cujos sonhos não se realizam mesmo após conquistar o título de lenda.

Great Pretender apresenta Makoto Edamura, um golpista de pequeno porte que se vangloria de ser um vigarista renomado. Após tentar enganar um turista francês, ele acaba sendo perseguido pela polícia e envolvido no mundo de golpistas habilidosos que miram figuras públicas poderosas. O anime se destaca por seus assaltos intrincados ao redor do mundo, combinando ação com comédia entusiasmada. Alguns golpes são estilosos, lembrando a franquia Onze Homens e um Segredo, enquanto outros usam a estrutura para desenvolver o personagem de Makoto. A música tema é a versão de Queen para a canção-título.

Devilman Crybaby é uma adaptação do mangá de Go Nagai, atualizando os anos 1970 para a era atual. Akira e seu amigo Ryo enfrentam uma raça ancestral de demônios determinada a destruir a humanidade, acreditando que a melhor forma de vencê-los é absorver seus poderes. A partir daí, a história se torna emocionalmente devastadora, abordando empatia e paranoia. O anime questiona o que define um monstro, já que humanos caçam inocentes por suspeitas infundadas. Há uma forte filosofia antiguerra: todo conflito termina em violência descontrolada e baixas incontáveis, sem um lado justo. O relacionamento entre Akira e Ryo é recontextualizado em uma metáfora impressionante no final, dando peso ao desfecho niilista.

Delicious in Dungeon se destaca entre animes de dungeon crawl. Grupos de aventureiros invadem masmorras em busca do misterioso País Dourado. A feiticeira Falin é devorada por um dragão, mas consegue teleportar seu grupo para um local seguro. Liderados pelo irmão dela, Laios, eles sobrevivem caçando, preparando e cozinhando os monstros que encontram. O anime constrói um mundo rico com detalhes que ajudam a entender os ambientes. Apesar do tom acolhedor, a trama gradualmente se aprofunda em suas raízes de fantasia sombria, sem perder o charme e o humor.
Violet Evergarden é uma joia de 13 episódios do Kyoto Animation que certamente fará chorar. Na terra de Telesis, após a Grande Guerra, Violet é uma jovem criada como arma de guerra. Tendo perdido os dois braços no combate final, ela usa próteses para escrever cartas para clientes. Violet se sente desconectada de si mesma e dos outros, incapaz de compreender amor e empatia. Como ex-soldada infantil, precisa processar traumas imensos enquanto navega por emoções pesadas, sem saber quem é ou quem quer ser. A série aborda temas sombrios, traçando um caminho de perdão e aceitação. É uma história comovente sobre o poder da palavra escrita, que serve como âncora emocional para Violet em sua jornada.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/best-netflix-original-anime-you-need-to-watch/.
Fonte: Polygon.
2026-07-26 17:00:00








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